Autarquia e Bioliving querem uma «Floresta +» sustentável

Hoje à tarde foi publicamente apresentado, na Câmara Municipal da Figueira da Foz, o projecto Floresta +. Financiado pela Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, visa promover a educação para a cidadania e a cultura de segurança ambiental nas comunidades da Figueira da Foz afectadas pelos incêndios de 2017.
Carlos Monteiro e Sofia Jervis assinaram um protocolo entre o Município da Figueira da Foz e a Associação Bioliving (a que presidem, respectivamente), no sentido de promover e desenvolver acções florestais e de formações sobre gestão florestal sustentável de forma a sensibilizar os proprietários das florestas para as ameaças ambientais e florestais, a par da promoção de formas alternativas de rentabilização florestal.
Coube a Milene Matos apresentar a iniciativa projecto agora protocolado, numa continuidade do programa Renascer. O Floresta +, adiantou a coordenadora do projecto, assenta na gestão florestal sustentada, combate às espécies invasoras, às perdas de biodiversidade e abandono rural e protecção contra a erosão e degradação de solos e ainda de incêndios, com implicação directa nas freguesias de Bom Sucesso, Quiaios, Alqueidão e Paião.
“Não pretendemos acções por decreto”, mas sim apostar na educação prática, numa cidadania activa e ambientalmente consciente e na promoção de boas práticas, explicou a bióloga Milene Matos.
Ainda neste mês de maio o programa de acção centra-se em Quiaios, Castanheiro, Alqueidão, Sobral e Paião.
De 31 de maio a 28 de junho decorrerão acções de sensibilização e de 8 de junho a 29 de junho, iniciativas de remoção de espécies invasoras junto à Lagoa da Vela, no Bom Sucesso.
Em julho e agosto a equipa da Bioliving (aproveitando a pausa escolar) irá dirigir a actividade à preparação de material de apoio, como brochuras de projectos e boas práticas e um mini-guia de campo dando a conhecer a fauna e flora locais.
De setembro a outubro, o tempo é dedicado às saídas de campo para, entre outras acções, proceder-se à recolha de sementes, criação de viveiros pedagógicos, controle e remoção de espécies invasoras e momentos de observação da biodiversdidade.
De novembro a dezembro, terá lugar a plantação de espécies autóctones e quatro acções abertas à comunidade em geral, uma por freguesia.
Nesta apresentação Miguel Pereira recordou o projecto embrião, o Renascer e elencou as mais valias deste agora protocolado.
O vereador responsável pelo Gabinete Florestal destacou “a importância de se ter um plano que permita a salvaguarda do ambiente, envolvendo nas acções a comunidade”.
“Não queremos ocupar o espaço do ICNF (Instituto de Conservação da Natureza e das Florestas) nem assumir a responsabilidade, mas queremos andar ao lado”, disse o presidente da autarquia reportando-se a projectos e iniciativas paralelas e complementares eu têm por base o reforço e conservação do manto verde local.
E neste caminho, considerou Carlos Monteiro, a sociedade tem a sua parte de responsabilidade, destacando a aposta na formação e consciencialização de jovens para as boas práticas ambientais.

COMENTÁRIOS

ou registe-se gratuitamente para comentar.
Critérios de publicação
Caracteres restantes: 500

mais

QUEM SOMOS

O «Figueira Na Hora» é um órgão de comunicação social devidamente registado na ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social). Encontra-se em pleno funcionamento desde abril de 2013, tendo como ponto fulcral da sua actividade as plataformas digitais e redes sociais na Internet.

CONTACTOS

967 249 166 (redacção)

geral@figueiranahora.com

design by ID PORTUGAL