Parque Aventura: há dez anos a promover passeios nas alturas

O arborismo é uma actividade em altura, realizada nas árvores, através de diferentes percursos e uma enorme variedade de desafios – pontes, redes, slides gigantes e muito mais.
No Parque Aventura, em plena Serra da Boa Viagem, é possível percorrer um ou todos dos três níveis disponíveis –Curioso, Aventureiro ou Destemido.
Antes de qualquer percurso, os monitores prestam uma formação inicial. O utilizador não necessita de preparação física prévia, apenas de determinação para enfrentar qualquer obstáculo que se atravesse à sua frente.
A segurança é garantida pela qualidade da instalação dos percursos, os equipamentos de protecção individual (Koala ; Clic-it ) e a vigilância de monitores qualificados.
Escolas, ATL, campos de férias, aventureiros individuais ou em grupo, empresas, festas de aniversário e até despedidas de solteiros, têm sido alguns dos momentos mais marcantes do Parque Aventura.
A Luso Aventura, proprietária dos Parques Aventura, é uma empresa de animação turística, licenciada pelo Turismo de Portugal (RNAAT 85/2008), vocacionada para a instalação, manutenção e exploração de parques de arborismo.
Ao celebrar 10 anos de actividade, o Figueira Na Hora foi à Serra da Boa Viagem, ao Parque Aventura, e conversou com Rui Santos (coordenador dos projectos).
Não junto à copa das árvores, mas numa visita pelos percursos.


Uma década de actividade. Como é que tudo se iniciou?

Em 2008, há 10 anos, dois jovens que trabalhavam nesta actividade em França, onde se conheceram, decidiram juntar-se e vir para Portugal e arriscar neste mesmo negócio.
Se quisessem criar isto em França, não iria gerar grande valor porque lá é uma actividade extremamente desenvolvida, com centenas de parques.
Acharam que Portugal seria uma boa opção para expandir esta actividade, embora não tenham sido pioneiros, houve um parque antes deste nosso.
O que ambos conheciam, em Portugal, era principalmente a costa portuguesa. Sempre tiveram a ideia de que para funcionar teria de ser numa zona costeira. Atendendo às pessoas que fazem férias no Verão, logo seria a altura em que melhor funcionaria.
A empresa começou em 2008 e eu estou com eles desde 2009. À medida que os anos foram passando mantive-me sempre por cá e desde 2011 estou a tempo inteiro.
Entretanto a empresa alargou para o sul do país onde temos outros três parques. Ou seja, eu tenho um papel muito próximo com eles, os donos da empresa, e também com todos os parques.

E porquê a escolha da Figueira da Foz?

A Figueira da Foz foi um dos locais onde eles chegaram e encontraram uma zona – a Serra da Boa Viagem e este local em particular – onde acharam que havia potencial para criar este projecto.
A partir daí foi falar com as entidades competentes e tudo surgiu assim.

Passados dez anos, qual o balanço?

É muito satisfatório no sentido de este ter sido um caminho muito gradual. O facto de termos acreditado na viabilidade do projecto desde o início e que iria mesmo funcionar, foi sem dúvida algo fundamental para que passados dez anos ainda exista.
Nos primeiros dois/três anos a actividade era extremamente sazonal, um pouco de julho e muito em agosto. Mas principalmente a partir do terceiro para o quarto ano tudo começou a melhorar gradualmente, quer em número de clientes, quer em maior tempo de abertura ao longo do ano.

Entretanto fizeram-se investimentos…

Hoje reparámos que quem nos visita repete nos anos seguintes, passam a palavra e trazem mais pessoas.
Obviamente que com o passar dos tempo conseguimos investir mais em comunicação e desta forma, passo a passo e medindo bem as despesas, conseguimos evoluir e crescer cada vez mais.
Para se ter uma ideia, em 2008 tínhamos quatro percursos e neste momento temos sete, ou seja, fomos conseguindo aumentar o parque. Este ano, de 2018, já criámos mais um percurso.
Daí que o balanço seja positivo e satisfatório. Pelo percurso gradual percorrido e por tudo estar a resultar e perfeitamente funcional. As nossas perspectivas são de continuar a melhorar.

Quantos monitores trabalham convosco neste parque?

A tempo inteiro, durante os meses de verão (de 15 de junho a 15 de Setembro), trabalham aqui no parque sete pessoas mas ao longo do resto do ano e porque obviamente a adesão não é a mesma, trabalhamos de uma forma mais pontual com os monitores.
O parque funciona o ano inteiro mas no período de época mais baixa, de novembro a março, só abre mediante marcação.
Em época média (abril, maio e meio de junho e de meio de setembro a fim de outubro) funcionamos aos fins de semana e feriados, mas com outros horários diferentes do da época alta.

Além do público individual, recebem também grupos?

O público empresas tem sido um dos grupos que mais temos conseguido atrair. Isso devido não só à possibilidade das empresas promoverem uma actividade fora do normal e que não encontram facilmente, mas também devido à localização da Figueira da Foz que consegue ser um factor atractivo para muitas empresas que trabalham não só no centro mas também no norte e sul e que optam por escolher um sítio central, no país, para complementar os seus encontros.
Entre todos os nossos parques (também em Albufeira, Lagos e Vila Real de Santo António) este é o que recebe mais empresas.

Quem pode praticar o arborismo?

Todas as pessoas a partir dos quatro anos de idade ou um metro de altura. A partir daqui, está aberto a todos os que queiram entrar numa aventura diferente na natureza, nas árvores, em altura, sendo acessível a um público muito vasto.
Ou seja, não é só para crianças e jovens, é muito adequado a adultos e tem a particularidade de conseguirmos juntar na mesma actividade e ao mesmo tempo os mais e os menos novos. Por exemplo, uma família em que estão os avós, pais e netos.
Esta é uma realidade que não é muito fácil de encontrar em actividade de outdoor, mas com o arborismo, é possível.

Parque Aventura… mais dez anos nas alturas?

Estamos preparados e com vontade para, pelo menos mais dez anos de actividade e aventuras. Esse é claramente o nosso objectivo.

(Texto e fotos: Jorge Lemos)

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