Recife e Figueira da Foz unidos na defesa da Mulher e igualdade de género

Entre o município da Figueira da Foz e a prefeitura do Recife (Brasil), foi esta tarde assinado, nos Paços do Concelho, um acordo de intenções que assenta no desenvolvimento das políticas de género, no âmbito das comemorações da Semana Arte Mulher (SAM), que decorre de hoje a 22 de março.
A cerimónia contou diversas presenças, como José Duarte Pereira (presidente da Assembleia Municipal), os vereadores Ana Carvalho, Nuno Gonçalves e Mafalda Azenha, Nuno Matos (Chefe de Gabinete) e Avelina Ferraz (Editora Novembro, a produtora do evento SAM).

“Despertar de consciências”

Pela Câmara Municipal da Figueira da Foz a vereadora Ana Carvalho enalteceu “a concentração de esforços em projectos comuns”, reportando-se às políticas vertidas no Plano Municipal de Igualdade de Género implementado, a nível local, desde 2011. Este plano, destacou a autarca, assenta em 11 eixos estratégicos transversais a diversos sectores da sociedade, como a Educação, a Saúde, os Mobilidade, a Protecção e Habitação Social, o Emprego, a Família e o Desporto, entre outras.
Ana Carvalho, dando exemplos concretos de disparidades concelhias, salientou que da população na freguesia do Bom Sucesso, 20% respeita a mulheres com baixa escolaridade. A nível concelhio, 80% dos atletas federados são do sexo masculino e em ordem inversa, na dança, 95% são praticantes do sexo feminino.
Estando na ordem do dia a temática da criminalidade e violência doméstica, Ana Carvalho destacou pela positiva “o despertar de consciências” e a necessidade da sociedade denunciar este tipo de crime público junto das autoridades.

Bolsonaro “é homofóbico, misógino e racista”

Em representação da prefeitura do Recife, usou da palavra Maria Aparícia Pedrosa. A Secretária da Mulher do Recife elencou as semelhanças naturais de Recife e Figueira da Foz e a importância de se trocarem experiências e conhecimentos.
Salientando que na capital pernambucana “a violência contra as mulheres é muito forte”, a responsável deu como imperiosa esta aproximação “numa política pública contra a violência e desigualdade de género”.
“Vivemos no Brasil um momento político muito difícil, com a extrema direita no poder”, afirmando que “temos um Presidente (Jair Bolsonaro) homofóbico, misógino e racista” defendendo que o recente ataque numa escola do Brasil que causou diversas vítimas mortais “está directamente relacionado com a cultura de armamento” que se vive nestes dias no Brasil.
Assumindo-se militante do Partido Socialista brasileiro, Maria Aparícia Pedrosa deu conta, contudo, que no estado de Pernambuco “85% votou no outro candidato” que não Bolsonaro. “Ele ganhou o Governo, não a luta”.
O fortalecimento das estruturas oficiais que combatem a violência e desigualdade de género é uma das formas de luta. “Estamos a criar nesse sentido políticas de Estado perenes, de forma a que outros não as desfaçam”, disse a Secretária da Mulher defendendo que “enquanto houver, no mundo, uma mulher com os seus direitos violentados, não há democracia”.

Artes circenses, arte e música

O programa deste primeiro dia contemplou, antes da assinatura do protocolo, com uma breve actuação das palhaças Tâmara Floriano e Regiane Cunha e ainda ainda visita às exposições SAM, patentes ao público com entrada livre no Centro de Artes e Espectáculos:
• «Todas as Mulheres que habitam em mim», de Conceição Mendes;
• «De par em par», de Ana Mendes do Carmo, Ana Sousa Simões, Cristina de Matos, Dulce Boga, Isabel Gomes da Silva, Isabel Jorge Rabaça, Katy Kounta, Maria Alexandra Abrunhosa, Patrícia Velásquez, Patrícia Vilela Antunes e Paula Alçada Castela;
• «Arte no feminino – A mulher anónima figueirense», de Rui Campos;
• «Raízes, Timor Leste no feminino» de Gabriela Carrascalão;
• «Pour ma Sophie», de Oxana Ianin – no Museu Municipal Santos Rocha.

A terminar este primeiro dia, às 22h00, no Jardim interior do CAE, terá lugar um espectáculo musical de Beto do Bandolim com Geraldo Maia/Clarisse Fernandes e Walmir Chagas (o Velho Mangaba).

 

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