Escola Profissional e INTEP celebraram 25 anos de ensino profissional na Figueira da Foz

“ESTE ENSINO É DIFERENCIADOR, COM QUALIDADE E PREENCHE LACUNAS DO MERCADO” – NUNO GONÇALVES

“HÁ AQUI UM TRABALHO DE GRANDE IMPORTÂNCIA, NUMA ÁREA QUE PARA NÓS, AUTARQUIA, É ESTRATÉGICA” – CARLOS MONTEIRO


No passado dia 8 de junho, no Hotel Mercure, a Escola Profissional da Figueira da Foz (EPFF) e o Instituto Tecnológico e Profissional da Figueira da Foz (INTEP) celebraram juntos 25 anos de ensino profissional na Figueira da Foz.
As escolas reuniram os alunos diplomados do ano lectivo 2016/2017 numa cerimónia de entrega de diplomas e ainda professores, funcionários e alunos actuais e antigos num jantar comemorativo das suas bodas de prata.
Na presença de Adelaide Crespo (Instituto de Emprego e Formação Profissional), Carlos Moita (Associação Comercial e Industrial da Figueira da Foz), Carlos Monteiro e Nuno Gonçalves (vereadores da Câmara Municipal da Figueira da Foz) e de António Abrantes (um dos fundadores do INTEP e director das escolas), entregaram-se os certificados de nível IV (equivalência ao 12º ano) aos alunos dos Cursos Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos e Electrónica, Automação e Computadores do INTEP, aos Cursos Técnico de Turismo, Técnico de Restaurante-Bar e Técnico de Cozinha - Pastelaria da EPFF.
Neste jantar de celebração de um quarto de século receberam também diplomas os alunos do Curso Operador de Informática equivalente ao 9.º ano do INTEP e os adultos que concluíram o nível básico e o nível secundário no Centro Qualifica da EPFF.
Neste jantar de celebração da efeméride, que reuniu cerca de 170 pessoas, houve ainda tempo para premiar os professores e pessoal não docente com mais de 15, 20 e com 25 anos de dedicação às escolas. O ponto alto da noite, os tradicionais «Parabéns a Você» contou com a participação do tenor Luís Pinto.

“É ABSOLUTAMENTE FUNDAMENTAL PARA A FIGUEIRA DA FOZ TER ESTAS DUAS ESCOLAS”

O Figueira na Hora conversou com o Nuno Gonçalves, para quem “há que relevar a coragem e pertinência daqueles que há 25 anos tiveram esta ideia e a pragmatizaram. É absolutamente fundamental para a Figueira da Foz ter estas duas escolas com as características que têm”.
Defende o actual vereador do pelouro da Educação que “vivemos tempos em que é difícil ajustar a oferta e a procura, em que há ofertas de emprego que não são preenchidas e a formação profissional é fundamental e tem aqui um papel vital para unir estas duas vertentes, da oferta e procura. Hoje em dia ter estas duas escolas a trabalhar com os cursos que têm, a produzir profissionais todos os anos para o mercado, não só o concelhio mas também o de fora, é absolutamente fundamental”.
Nuno Gonçalves deixou um repto aos alunos do INTEP e da Escola Profissional: “formem-se até ao fim”. E justificou o pedido: “muitos destes alunos, que já são bons profissionais, acabam por ter oportunidades de trabalho antes de terminar os cursos e depois, alguns deles, não concluem a sua formação. Porque já têm aptidões profissionais e seguem a sua vida profissional. Ou seja, diria que têm de conseguir «casar» estas duas vertentes”.
Para Nuno Gonçalves, “é preciso também que tenhamos um espaço aberto no concelho para dar mostra da qualidade dos cursos que temos, porque a comunidade escolar da Figueira da Foz faz-se com todos os agrupamentos. Todos eles têm características distintivas, todos são absolutamente vitais, e temos a felicidade de ter cá duas escolas com estas características o que nos orgulha. Daí que o município participa e está envolvido, directamente, nestas duas escolas”.
“Este ensino é diferenciador, com qualidade e preenche lacunas do mercado. É diferenciador porque se nos querem afirmar, cada vez mais, como um concelho também de índole turística, temos de ter característica precisamente de índole turística. E estas duas escolas formam alunos que preenchem lacunas de mercado verdadeiramente importantes”, disse ainda o vereador da Educação.

“HÁ AQUI UM TRABALHO DE GRANDE IMPORTÂNCIA”

Esta sessão contou com a presença de Carlos Monteiro, que autarquicamente acompanhou de perto a evolução deste centro de formação profissional.
“Estas escolas surgiram num tempo em que não era habitual formar e qualificar as pessoas que estavam na restauração. E isso foi uma decisão inovadora e pioneira e acredito que hoje se revela em muito na qualidade que temos não só na nossa restauração, mas até para todo o país, porque aqui está a formar-se jovens profissionais para todos os pontos do país”, disse o agora vice-presidente da autarquia.
“Mas também tenho de destacar que os jovens que hoje procuram o INTEP e a Escola Profissional são completamente diferentes do passado, porque hoje têm uma perspectiva de actividade profissional mais valorizada, mais credibilizada e reconhecida”, considerou o vereador abrindo parêntesis na conversa com o Figueira Na Hora: “há ainda outro aspecto muito importante, o facto deste espaço ter também um Centro Qualifica - só há dois na Figueira da Foz – que permite valorizar o conhecimento das pessoas ao longo da sua vida”.
Ou seja, destacou Carlos Monteiro, “há aqui um trabalho de grande importância, numa área que para nós, autarquia, é estratégica, que é o Turismo. Isto para além, claro, de terem outros cursos, como multimédia, electrónica, etc. Esta vertente da formação profissional é um espaço importante e que antes tinha sido ocupado essencialmente pela Escola Bernardino Machado. Depois outras escolas, como a Cristina Torres e a Joaquim de Carvalho entraram nesse nicho, mas o INTEP tem perpetuado sempre essa formação profissional, inicialmente no pólo de Soure e mais recentemente aqui na Figueira da Foz”.
Em jeito de conclusão, Carlos Monteiro sublinhou ainda que “nesta área da restauração está-se aqui a formar jovens de grande valor para aumentar o potencial dos nossos restaurantes, dos nossos produtos endógenos, em resumo, do nosso Turismo. Podemos eventualmente ficar um pouco constrangidos por nem todos cá ficarem, mas quando formamos é para o concelho, para o país e para o mundo”.

Oferta formativa
Recorde-se que o Centro de Formação Profissional da Figueira da Foz, que recebe no mesmo edifício a Escola Profissional da Figueira da Foz (EPFF) e o Instituto Tecnológico e Profissional da Figueira da Foz (INTEP), foi oficialmente inaugurado em 2006.
Um espaço de saber e conhecimento sediado no antigo matadouro, que recebeu obras de requalificação, por parte da Câmara Municipal da Figueira da Foz, num investimento a rondar os 1,5 milhões de euros. O projecto arquitectónico manteve a traça do edifício, datado de 1917.
Para o próximo ano lectivo, a EPFF irá apostar numa oferta formativa centrada no Ensino Profissional – Nível IV, nomeadamente nos cursos de Técnico de Cozinha Pastelaria; Técnico de Restaurante Bar e Técnico de Turismo Ambiental e Rural.
Os Cursos de Educação e Formação de Jovens (9.º Ano) respeitam à vertente de Empregado de Mesa, tipo 3.
Quanto ao INTEP, a oferta formativa para 2018-19 centra-se no Ensino Profissional – Nível IV, com formação de Técnico de Comunicação, Marketing, Relações Públicas e Publicidade; Técnico de Electrónica, Automação e Computadores; Técnico de Apoio à Infância e Técnico de Massagem de Estética e Bem-Estar.

(Texto: Jorge Lemos)
(Fotos: INTEP e José Santos)

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