Ferryboat «Haksolok» quebra isolamento de enclave timorense

O «Haksolok» foi ontem lançado à água nos estaleiros navais da Atlanticeagle Shipbuilding. O ferryboat, uma encomenda da Autoridade da Região Administrativa Especial de Oé-Cusse Ambeno, enclave da República Democrática de Timor-Leste em território indonésio, irá melhorar as ligações entre Díli, a capital, a ilha de Ataúro e as principais localidades da costa norte do país, nomeadamente Pante Macassar, a mais povoada cidade da região.
Esta é a primeira grande embarcação saída dos Estaleiros Navais do Mondego desde que estes foram concessionados à Atlanticeagle Shipbuilding, em 2012.
A freira Guilhermina Marçal, madre superiora das Canossianas Missionárias em Timor-Leste, foi a madrinha do «Haksolok» - que significa felicidade em tétum. Coube ao bispo D. Ximenes Belo a bênção do navio que deverá chegar a Timor antes do final do ano.
Entre outros dirigentes timorenses, regista-se a presença de Mari Alkatiri (antigo primeiro-ministro e presidente da Autoridade da Região Administrativa Especial de Oé-Cusse Ambeno e das Zonas Especiais de Economia Social de Mercado de Timor-Leste) e Inácio Moreira, vice-ministro dos Transportes e Comunicações de Timor. Por outro lado, notaram-se as ausências de representantes do governo português e da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Joaquim Peres recordou ser esta a primeira grande embarcação lançada pelos estaleiros na última década. Segundo adiantou o presidente do conselho de administração dos estaleiros, a empreitada abriu portas à assinatura de novos contratos de contrução, sublinhando que o lançamento do ferry pode ser encarado como “um cartão de visita” que dá também a conhecer a qualidade da construção.
“Finalmente chegámos a este dia tão importante, estou extremamente contente com o resultado”, disse Mari Alkatiri na certeza de que “o povo de Timor vai olhar para este navio como seu, como mais uma vitória nossa e da nossa maneira de ser e de estar”.
Na opinião do governador do enclave de Oé-Cusse, “este navio vai romper o isolamento dos nossos municípios, vai ser a nossa auto-estrada do mar”, dinamizando a economia do mar.
Construído em aço e alumínio, o navio representa um investimento de 13,3 milhões de euros. Tem 72 metros de comprimento e capacidade para transportar 377 passageiros, 23 viaturas e até 3.500 quilos de carga. Os motores com que foi dotado permitem-lhe atingir os 15 nós de velocidade (quase 28 quilómetros por hora).
O contrato entre o armador português e a Atlanticeagle Shipbuilding para a construção do ferry foi assinado em setembro de 2014 e os respetivos trabalhos iniciaram-se em julho do ano seguinte.

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