2017 ANO ZERO

“Este será o ano zero”, a famosa afirmação proferida há um ano pelo representante máximo da governação local junto da comunicação social, onde o Diário de Coimbra, na sua edição do dia 1 de Janeiro de 2017 dava conta que o edil, ao nível do turismo, apostava “em acções com mais conteúdos e valorização de outros espaços, recordando que no plano estratégico traçado há uma forte componente na aposta turística, apontando os projectos do Cabedelo e de Buarcos, tendo em vista o combate à sazonalidade e afirmar a Figueira como espaço a visitar” – sic -.
Foi a partir da Revolução Francesa que a ideia de “Ano Zero” passou a ser usada com maior frequência. Com efeito, a referida expressão passou a integrar o vocabulário político como sinónimo de uma “nova era” ou uma "nova realidade" tendo por referência o episódio histórico da decapitação dum rei e todo o significado que tal acontecimento comportou para a aspiração dum “novo mundo” liberto dos regimes monárquicos absolutistas.
Num concelho e numa cidade como a Figueira da Foz que têm sido ao longo dum século, uma referencia do turismo de praia e que hoje vêm decaindo, a passos largos, por força não só dum circunstancialismo externo adverso mas para o qual também tem contribuído uma completa ausência de medidas governativas locais tendentes a inverter esse estado de coisas, a alusão ao Ano Zero do Turismo por parte de quem se encontra no poder há oito anos não podia deixar(como não deixou) de causar imensa estranheza.
Correu, ainda assim, a esperança(para muitos…) que se podia estar diante duma declaração assente num acto de contrição, assumindo como erradas as políticas praticadas na área do turismo nestes últimos tempos, iniciando-se, desse modo, um virar de página, numa aposta de novas estratégias.
Contudo, tendo em conta o decurso do ano agora findo e as opções (ou falta delas)delineadas para os próximos, tudo leva a concluir que o autor da expressão quando se referiu a 2017 como “o ano zero” não o fez enquadrado num contexto politico, mas antes, fê-lo inserido num conceito estritamente matemático, no qual, o algarismo zero significa a quantificação e a representação do nada, ou seja, do inexistente.
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