Com a Figueira da Foz, com os Figueirenses.

A briga das palavras com o vento e com o tempo!

A escrita rouba as palavras ao vento, porque as palavras escritas o vento não as leva! O tempo briga com o vento quando este perde as palavras na escrita! Quando a escrita não as escreve, o tempo rouba-as ao vento que delas se esquece! Então, elas perdem-se porque não ficam no tempo nem no vento.
A escrita pára as palavras no tempo que segue despido da escrita. A escrita é a prisão das palavras que se perderiam no vento e no tempo, por isso, o tempo foge à escrita e o vento foge ao tempo.
O escritor amarra as palavras na escrita com a mão que lhe obedece. As palavras seduzidas pelo jogo do tempo e do vento, tentam fugir da mão que as escreve, para assim escaparem à cabeça do escritor que as pensa, e fugirem à escrita que as prende no tempo e fugirem ao tempo, desaparecendo no vento que as perde!
Cria-se assim uma grande confusão por causa das palavras que para desaparecerem no vento que as leva e as perde, tentam fugir da cabeça do escritor que as pensa e que manda na mão que as prende com a escrita no tempo que as rouba ao vento que as leva e as perde.
Mas... quando a cabeça do escritor pensa as palavras e ordena à mão que as amarre com a escrita, o tempo deixa de mandar nas palavras e no vento.
Agora, as palavras já não fogem mais à escrita e não escapam no vento que levaria e, já nem o tempo lhes vale, porque ambos perderam as palavras que ficaram escritas.
Tudo perde o escritor quando não amarra na escrita as palavras que cria na sua cabeça e tudo ganha o escritor quando amarra na escrita as palavras que cria na sua cabeça, porque a escrita prende as palavras no tempo solto no tempo. Ela é a prisão das palavras que doutra forma se perderiam até do vento... para sempre no tempo sem tempo!
O escritor quando prende as palavras na escrita faz do tempo o que quiser: cristaliza-o; movimenta-o; avança ou recua nele a seu bel-prazer!
Contudo..., o vingativo tempo que ninguém pode prender, mesmo sem escritas as palavras..., continua a correr a seu bel- -prazer, com ou sem vento...

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