A ERA DA CONSCIÊNCIA!

No dia em que vi o filme intitulado: "GANDHI", apercebi-me que a humanidade tinha entrado numa nova era, a Era da Consciência.
Há um acontecimento retratado aquele filme que me marcou para o resto da vida. Indianos Hindus e Indianos Muçulmanos envolveram-se num conflito sangrento que estava a tomar proporções tremendas, com tumultos, incêndios, mortes, inúmeras mortes, deslocações de populações em massa de ambos os lados.
Gandhi, para pôr termo àquela espiral de violência, entrou em greve de fome e anunciou que não voltaria a comer enquanto não cessassem completamente os tumultos, a violência e as mortes. Aquela notícia espalhou-se pela imensa Índia. À medida que a precária saúde de Gandhi se ia agravando, essa informação ia circulando e, alguns dias depois de ele ter entrado em greve de fome, a violência cessou, terminou completamente, como um incêndio que morre afogado pela água.
A possibilidade da morte de um só homem, a possibilidade da morte daquele homem especial, levou os beligerantes a porem termo ao ódio que alimentava aquele sangrento e descomunal conflito.
Este acontecimento foi um marco no início visível duma Nova Era na evolução da humanidade - ELE ASSINALA A ERA DA CONSCIÊNCIA!
Considero a espécie humana como sendo uma espécie irracionalmente inteligente (apesar da aparente contradição e do aparente non sense), quero com isto dizer que, ele serve-se da inteligência, fundamentalmente, para a prática de actos maus!
Só a coberto duma monstruosa irracionalidade é que podem subsistir a ganância e a vaidade que mancham toda a humanidade e que tanto sofrimento incutem ao próprio homem, à natureza e aos outros seres vivos.
A ganância e a vaidade, encobertas pela incoerência, são mantidas e alimentadas pela irracionalidade. Ela é a enorme nuvem negra que ainda abafa a nascente e tremelicante, mas imparável, era da CONSCIÊNCIA.
Essa enorme nuvem negra é, ainda, um corpo vigoroso que está no estertor da morte. Sabemos que a morte dum corpo ainda vigoroso é muito violenta e que os estertores da morte desse corpo são pavorosos. É isso que está a acontecer com a irracionalidade que ainda cega a humanidade, bem como, com os seus "órgãos" que estão a entrar em falência numa cadência gradual sucessiva e acelerada.
Os sinais são evidentes: assistimos à desacreditação e à falência das grandes instituições, nomeadamente da União Europeia e ao brexit; à escalada das guerras; à ruína dos grandes Bancos, à corrupção e à imoralidade dos políticos; à subserviência da justiça ao formalismo que arrasa os seus princípios e os seus valores; vemos deputados que deveríamos ter por sérios, honestos e respeitáveis, a fazerem o fanático papel dos "cartilheiros" dos clubes de futebol; vemos "Anas" que debitam moralidade, princípios e valores políticos à boca cheia e que sonegam, calam e ignoram os desmandos e as regalias acintosas dos deputados e dos tecnocratas do Parlamento Europeu; assistimos a "Joanas" que por muito bonitas e bem falantes que sejam, borram a imagem e desacreditam a isenção a que estão obrigadas, por causa dos ânimos futebolísticos e do futebolês rasca que falam e que as cega.
Tenham vergonha!
Aprumem-se!
Lavem-se!
Banhem-se a preceito e cubram-se com os valores da Nova Era; descartem-se, renunciem ao manto dos velhos valores e dos privilégios indecorosos; fujam do ouro vergonhoso manchado de sangue, dor e roubo; respirem os aromas dos novos valores; imbuam-se dos novos sentimentos; perfumem-se com as essências da Nova Era; repartam a riqueza com os esfomeados e com os desvalidos que criaram; bastem-se com o essencial para que nada falte aos outros; escutem a melopeia entre as espécies; convençam-se de que o ser humano é para o Cosmos, apenas, mais uma das muitas espécies, apesar de poder ser a mais responsabilizável.
A ganância e a vaidade encobertas pela incoerência são mantidas e alimentadas pela irracionalidade, são desvalores abstrusos que não têm lugar na Nova Era porque a luz e as trevas não se misturam, são antagonistas, e a Nova Era é de LUZ!
A Velha Era está a fundar-se, tal como se afundou o Titanic. Naquele naufrágio, uns quantos homens, arrastados pelo infortúnio a que eram completamente alheios, cientes da inevitabilidade da morte, pegaram nos seus instrumentos musicais e tocaram magistralmente até que a água abafou os sons duns e a vida doutros. Contudo, os ratos, os irracionais, os verdadeiros culpados e ocasionadores desta desgraçada situação, morrerão anafados e afogados na imundícia dos seus desvalores. Continuarão a comer e a beber, continuarão a usurpar e a roubar, cientes de que morrerão de qualquer forma...
Este é mais um GRITO, dos muitos que tenho dado, mas, sinceramente, não sei porque GRITO. Sei que não GRITO para mim; também sei que os irracionais anafados não me querem ouvir, pelo contrário, - eles odeiam-me!; os CONSCIENTES não necessitam destes GRITOS porque estão já muito para além...
Apenas sei que tenho que continuar a GRITAR!
Enquanto escrevia este texto, enquanto GRITAVA para a folha de papel, alimentava, lavava o espírito com beleza a ouvir Beethoven: Piano concerto nº 5 "EMPEROR" op. 3 - Daniele e Maurizio Pollini - Sinfonia de Galícia. As sinfonias são escapes, são alimento da consciência, são luzes, são a linguagem do belo e da consciência, são portais da harmonia e do futuro...

*Este texto foi escrito segundo os termos da ortografia anterior ao recente (des)Acordo Ortográfico.

 

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