A força das palavras pequenas

Gosto muito de mirar e remirar as palavras. Gosto de saboreá-las. Gosto de as ouvir. Gosto de brincar com elas e até gosto de as deixar confundidas e embaraçadas. Elas são minhas boas companheiras. Sabem tudo de mim!
Digo-lhes tudo e, tudo digo com elas. Daquelas que gosto, - não gosto de todas-, gosto especialmente das mais pequenas.
Encontro-lhes graça na maioria e, em muito poucas não, nenhuma! Não encontro graça nas maldosas, nas perversas, nas que amaldiçoam e nas que matam. Daquelas nas quais não acho graça nem me aproximo. Evito-as. Não uso pronunciá-las porque todas têm poder!
Diz o adágio que os homens não se medem aos palmos, e é verdade!
O mesmo acontece com as palavras, cuja força e encanto não se medem pelo número de sílabas, nem pela quantidade de letras que as formam. As palavras mais pequenas agigantam-se, tornam-se as mais poderosas. Senão, vejamos: pai e mãe só têm três letrinhas e têm o carinho, a saudade e o tamanho da nossa existência; lá, tem o tamanho de tudo o resto além daqui; Deus, amor, Sol, Lua, mar, sal, vida, luz, filho, irmão, graça, bom, tu, eu, e tantas...tantas outras..., são todas muito pequenas.
Porque será que as palavras fortes são tão pequenas?
Tão descomplicadas?
É tão grande este mistério!
Porque será que há tanta força na simplicidade?
Que grande ensinamento está por detrás de tudo isto?
Pensemos!
Pensemos muito seriamente, porque nada é em vão! Em tudo, tudo, tudo, há uma suprema razão!

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