A jus e a ante

Folhas de outono partem para longe
A tarde cai
quer saber quanto meço
a que ponto a jus e a ante
consigo e peco

porque o todo não é mera casualidade
e nem tudo é para compreender
A jus e a ante
As ruas da cidade abrem-se em espampanante coadjuvante
mundos disputam-se em gotas de orvalho
ou tentam perceber
na vergonha própria de escrever o incerto e o poder de o poder

Eu quero o frio, o fogo, o sonho
Sem medo de vista perder
Sem medo de quando acordo na vergonha, já ser e não ser

Ante pé, avance coração, amigo que me quer o mundo dizer?
ante palavra do que tudo é
uma conversa de encontro tácito
a jus e a ante, tenho impreterivelmente de me bem-dizer

sabe porventura o que quero dizer?
Que homem grande aquele que me estou a agradecer
mede o meu corpo por completo
em vergonha de o fazer
em jeitos de coração
consiga ele ser pacto
impacto dessa fórmula, pó de muito sangue,
horas de ossatura cozida em lume prestes a morrer, carne não comida porque anda, ainda a ser

A jus e a ante, Outros
Escolho a Rua da minha íngua
voz a por mim adentro a se intrometer
ao que eu disse, sente-se e cante
Sim, como todos os homens devoto de artistas consigo ser
De jus a ante
Tudo é definitivo até à vergonha de o ver
já eu o conhecia
Semblante de tanto querer
Ou um nada de o dizer
Ou um nada o querer

 

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