A minha cadeira do poder

Admito que não sou conhecedor da Lei eleitoral. Até poderia ser, pois nesta Era digital, tudo está ao alcance de um click no Google; mas não sei!
Mas sei que os conceitos “pré-campanha” e “campanha”, deixaram de fazer qualquer sentido, quando com um ano de antecedência – mais coisa menos coisa – se começam a conhecer os candidatos que se vão alinhando na “linha de partida” desta corrida, desenvolvendo contactos públicos e apresentando linhas gerais, mais direccionadas a críticas aos executivos em função do que, realmente, propostas específicas, exequíveis e que estejam dispostas a tirar do papel e a implementar, em tempo útil, ou seja, ao longo dos quatro anos de mandato.
A promessa fácil para mim, enquanto candidato, é-me bastante fácil apresentar promessas fáceis a um povo esquecido e sonhador, na certeza que a sua exequibilidade é, de facto, impossível de desenvolver.
E é-o por diversas e variadas razões. Mas essas diversas e variadas razões só surgirão, como base de salvação quando eu estava na minha cadeira do poder.
Um poder efémero, bem sei, mas um poder que projecta o meu superego socialmente e camufla a minha desonestidade eleitoral.
Candidatos, apresentem armas. As armas de um candidato a presidente da autarquia, são o seu programa eleitoral. Programa que os cidadãos auguram ser o programa governativo.
É com essas armas que os candidatos devem esgrimir argumentos, com vista a angariarem o maior número de votantes, com vista a serem os primeiros a alcançarem a meta na noite de contagem dos votos.
Assim, e porque já são alguns os candidatos conhecidos à autarquia figueirense, seria importante e interessante que os candidatos dessem a conhecer os seus intentos específicos e exequíveis para os próximos quatro anos, para que os cidadãos os possam analisar no concreto e sobre eles reflectirem ou colocarem questões pertinentes.
Irei solicitá-los, por mensagem, aos candidatos já conhecidos. Parece-me, que não percebo nada do assunto, que uma boa candidatura se faz de intenções e acções, e não de nomes.
Os nomes, só por si, não constroem obra.
Mas isto sou eu a pensar, em mais um devaneio.

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