A terra prometida

Um tema tão urgente e tão importante como a REdefinição de um futuro carece de uma reflexão profunda que extravase o discurso político, e que sinceramente, acho que estamos todos fartos. Espero que a demagogia propícia a alturas de pré-eleições não consiga cativar muitos seguidores.

Já muitas linhas se escreveram sobre tudo o que NÃO se fez. Sobre o árido deserto que nos separa da terra, ora prometida.
Mas criticar não chega. Há que agir. E é de 4 em 4 anos que as populações têm a oportunidade soberana de dizer “Basta!” É este ano. É em Outubro.

E estar a favor de novas formas de pensar e de ver o futuro não é estar contra as pessoas, mas sim não concordar com as suas ideias. São dois planos completamente distintos.

Espero que se fale do que é importante (do que mexe com o nosso futuro) e refiro-me claramente a políticas de criação de emprego e de captação de investimento. Uma prioridade crítica, uma vez que o desenvolvimento económico é um dos tractores fundamentais da dinamização empresarial, da competitividade e do fortalecimento da actividade turística (por inerência). Algo que passou ao largo durante estes anos.

Nunca vi até hoje um plano estratégico “by the book”, ou seja, um documento onde se possa ler serenamente o que irá acontecer… e acreditar nele.
Pois, em 2017 isso irá acontecer.
Os munícipes terão que compreender que há pessoas com “know-how” e “know-why”, porque não só é importante deter o conhecimento, mas saber o que fazer com esse conhecimento.

Alguma vez se tentou correlacionar o crescimento demográfico com a empregabilidade?
Um concelho em crescendo demográfico é uma garantia para qualquer investidor. Havendo pessoas, o factor trabalho cresce e torna tudo mais simples para quem decide. Mas para isso é necessário ter um plano para trazer, cativar e reter pessoas.

Há outras variáveis que pesam na atractividade de um concelho e que nunca vi reflectidas em nenhum plano ou projecto. Por exemplo, analisar o custo de vida dos habitantes relativamente aos das “cidades concorrentes”, e transformar esse factor numa vantagem competitiva similar para os custos de contexto das empresas.

O custo da propriedade, de espaços para escritórios, espaços para instalação industrial, e o custo de apartamentos/moradias por metro quadrado face, mais uma vez, ao das cidades concorrentes, é outro dado importante que temos que ter em conta na construção do “modelo” de plano estratégico e respectiva abordagem e comunicação.

Outro ponto que não estamos, de todo, a ter em conta, é a aproximação aos centros de saber. Temos uma triangulação perfeita entre a Universidade de Coimbra, Universidade de Aveiro e o Politécnico de Leiria. Temos uma escola profissional orientada para o Turismo. Já se tentou fazer o ‘upgrade’ para outros vôos? Pois…

Há pouco mais de dois meses foi do domínio público uma tese de doutoramento que tocou bem fundo na ferida de uma notória falta de estratégia face à vantagem competitiva de ter uma marina com características únicas na zona centro. Que tenha conhecimento não veio a público qualquer referência a este estudo (nem para refutar o que lá vi escrito).

Para já é o que temos.
Há temas mais do que suficientes para umas semanas de considerações.

Outros assuntos tão importantes como a revisão do PDM (será desta???), a questão do Cabo Mondego e a erosão costeira, serão alvo de posterior análises.

A terra prometida sempre esteve aqui.
A terra é nossa
As promessas, essas, foram mais do que muitas.
E nós cá continuamos...

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