acendo a luz, aprendo em mar alto o alto mar

quando juramos que não podemos nunca esquecer
que sempre haverá um homem e um barco
um dia dado, não o barco
que um dia quer partir sem saber porquê
outro-outra noite desejado
aprende-se a dividir e assim o poder ficar
também sem saber porquê, o barco

uma mulher esperançosa no quarto
outra cantando e dançando em mar alto, alto mar

que a esperada mete o mar todo no canto do quarto
chorando o que vê nas estrelas e em qualquer ouro lado
e a desejada no seu canto de mar salto bravo
de saia nascida de peixe bravo, como as danças por todo o outro lado, e não o barco
O homem, na sua vontade de ir e voltar mais alto
assim se fica
assim se espera
o homem o barco

meu amor,
minha carta teu braço-beijo dado
meu barco tua noite no meu dia trabalhado
a sua voz no meu comando
leva-me e não me leva
e traz- me sempre à nossa encosta no quarto
ao nosso mar por nós tão gargalheado
os teus olhos mostram os meus indo e tão nós chorado
Que prisão amarmo-nos tanto por mar tão enganado

 

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