As energias!

Os caminhos percorrem-se caminhando (soa a Palissada!) e, há mais de uma semana que muitos caminhos convergentes no Santuário de Fátima são percorridos com devoção e cânticos de louvores que libertam a energia específica resultante da adoração - qual será o seu sabor?
Diferente, mas igualmente muito apreciada e valiosa, é aquela que milhares de pessoas fechadas num estádio de futebol libertam a par dos outros milhões que ficam com os olhos pregados nos televisores. Para produzir este tipo de energia pagaram-se mais de duas centenas de milhões de euros pelo passe de Neymar – qual será o seu sabor?
Indignados, vociferaram os bem intencionados humanistas –por não conseguirem entenderem o porquê desta aparente loucura- quando chegaram à conclusão que esse valor poderia salvar da morte iminente dois milhões de crianças. Vociferaram porque desconhecem que a dor é de todas, a maior fonte duma certa energia - qual será o seu sabor?
Diferentes são as energias geradas e libertadas nos megaconcertos musicais, mas ainda assim, são também energias…, serão temperos…, serão especiarias? (serão no plano das energias: cravinho, orégãos, salsa ou quaisquer outras?) – quais serão os seus sabores?
Serão certamente diferentes daquelas que suscitam a 5ª Sinfonia, ou um Goya…, mas…, mesmo assim…, são apenas diferentes energias – quais serão os seus sabores?
- Para que servem essas energias?
- Quem se aproveitará delas?
- Quem serão os donos desta “quintinha” que as produz com tanto critério?
Sou obrigado a meditar e a acreditar cada vez mais nas palavras de George Orwell expressas na sua obra intitulada ANIMAL FARM e que se encobriam numa aparente sátira ao Regime Comunista, mas que na verdade, se referiam a uma outra realidade bem mais sinistra, aquelas que diziam que: «todos os porcos são iguais, mas alguns são mais iguais que os outros». Penso que na verdade, alguns animais mais iguais que os outros…, não sendo os donos da quintinha, são os seus “guardadores”…, e, por isso, são muito privilegiados…, mas quem serão os donos da “quintinha”, ao que servimos?...
Pensemos…

*Este texto foi escrito segundo os termos da ortografia anterior ao recente (des)Acordo Ortográfico.

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