Assobiar para o lado

São indícios, demasiados indícios sem dúvida!
As notícias são preocupantes, mas mais preocupante é o silêncio e a forma como as autoridades estão a gerir o problema.
As alterações climatéricas verificadas na terra são assustadoras. Num espaço curto de tempo, furacões de dimensões extraordinárias e de consequências catastróficas têm vindo a varrer as Caraíbas e uma parte da costa dos Estados Unidos da América, país que já acionou os respetivos planos de emergência.
Na costa do Brasil, entre São Paulo e o Rio Grande do Sul, o mar chegou, inesperadamente, a recuar 500 metros com prejuízos patrimoniais avultadíssimos.
Noutros pontos, o mar entrou desregradamente pela terra dentro destruindo estradas, carros, casas e tudo quanto apanhou pela frente.
Nas Canárias, uma gigantesca massa rochosa com 500 mil milhões de toneladas está em risco de desmoronar e, prevê-se que cause um tsunami com ondas que possam atingir entre os 100 e os 135 metros de altura. Prevê-se que, em cerca de 4 horas, esse tsunami atinja a costa portuguesa. Coisa de somenos...
A atividade sismológica no mundo, aumentou este ano, de forma assustadora quer em quantidade quer em intensidade com prejuízos materiais e humanos (mortes) recordes.
O investigador Mário Lopes, e também professor do Instituto Superior Técnico de Lisboa, garante que o risco de ocorrência dum grande sismo em Lisboa é de 100% e que, em consequência, poderão morrer entre 17 mil a 27 mil pessoas.
Posto isto, sabendo que a probabilidade de ocorrência em Portugal, a qualquer momento, dum sismo de grandes dimensões, bem como o da ocorrência do tsunami ou de ambos em simultâneo, sem querer ser alarmista, eu pergunto:
- que planos existem a nível nacional e a nível local para a eventual ocorrência de qualquer um deles ou dos dois conjuntamente?
- estão as nossas forças militares e paramilitares a ser preparadas para atuar coordenada e conjuntamente numa situação destas?
- quantos barcos têm os Bombeiros Municipais e os Voluntários e a Capitania do Porto da Figueira da Foz aptos a atuar numa situação deste tipo?
- para além da excelente massa humana dos bombeiros e pessoal da capitania, quantos destes elementos estão treinados para agir nestes cenários? Quantos estão aptos a tripular embarcações náuticas?
- se for necessário deslocalizar em menos de quatro horas as populações residentes à beira mar, como fazer e para onde? De que meios dispomos?
- quantos hospitais de campanha existem em Portugal e qual a sua capacidade?
- num cenário destes, quais os planos que existem para uma evacuação de emergência do Hospital Distrital da Figueira da Foz? Para Onde? Com que meios? Ou espera-se que os doentes e o abnegado pessoal "afundem" como aconteceu no Titanic, mas sem direito a orquestra?
- e os Lares de Idosos? Que planos existem para eles? Com que meios?
- não tenho conhecimento da existência de um único panfleto, de um aviso que diga, para no caso duma catástrofe deste género, começar por fazer isto ou aquilo, ir para aqui ou para ali...
- haverá algum plano para salvar as obras e os tesouros mais importantes dos nossos museus e bibliotecas, pergunto apenas?
Estamos a ver a barba dos outros a arder, o que é que já fizemos para salvaguardar a nossa? Nestas situações, o nacional facilitismo é muito pernicioso...
Eu não quero ser agoirento mas...
Confesso-vos que não me sinto nada tranquilo e não me sinto nada seguro por mim e pelos outros meus concidadãos.
Ademais, sou diretamente responsável pela vida e segurança de duas caturras (o Zé Pereira e o Príncipe) e da minha cadelinha -a Bianca-, que tanto confia em mim, portanto, preciso de saber o que fazer.
Zás, pás!

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