Assobiar para o lado III !

ATÉ QUE ENFIM!

Sei que poucos me prestaram atenção e também sei que muitos muitos (a repetição de muitos é intencional, é uma liberdade é uma "libertinagem" literária) encolheram os ombros, viraram as costas e continuaram no doce e remansoso "niente fare" quando, afinal, nesta matéria, são pagos para pensar e agir em meu favor e em favor da restante POPULAÇÃO, ANIMAIS E BENS, por isso se lhes chama PROTECÇÃO CIVIL!
Saiu-me esta azeda nota introdutória a propósito duma publicação com que me deparei no Facebook relativa a uma notícia da SIC, na qual a PROTECÇÃO CIVIL aconselha a que todos nos provenhamos com um Kit pessoal para protecção relativa a catástrofes sísmicas.
ATÉ QUE ENFIM!
ATÉ QUE ENFIM!
ATÉ QUE ENFIM!
EXULTEI! E de seguida disseminei aquela notícia!
Ainda falta fazer muita coisa para a protecção das pessoas, animais e bens! Falta, nomeadamente: mapear cidade a cidade, aldeia a aldeia, bairro a bairro, rua a rua, prédio a prédio casa a casa (é quase um recenseamento) para se saber quem e quantos aí vivem; para se saber se existem pessoas idosas e crianças; para se saber se existem pessoas com deficiência e, a existirem, qual a deficiência, porque como sabemos, numa situação de emergência elas são as primeiras, as principais e as maiores vítimas; para se saber se existem animais de estimação, quais e quantos, e de que tipo.
Para os industriosos investidores aqui está um nicho de comércio/mercado fabuloso: criar um Kit, uma mochila de salvação do tipo "fast food", prontinha a usar, com um chipe ligado a um localizador por satélite, apps do tipo "personal organizer" para salvar documentos, fotos e a vida virtual, sei lá...puxem pela "beça"!
Não se esqueçam dos vossos animais de estimação, chipem-nos, façam também uma mochilinha para eles...
Agora, a cerejinha em cima do castanho (gosto muito de bolo de chocolate!), anexo os textos que escrevi anteriormente e que complementam estes alertas e estas medidas cautelares.

*Este texto foi escrito segundo os termos da ortografia anterior ao recente (des)Acordo Ortográfico.

Assobiar para o lado.

São indícios, demasiados indícios sem dúvida!
As notícias são preocupantes, mas mais preocupante é o silêncio e a forma como as autoridades estão a gerir o problema.
As alterações climatéricas verificadas na terra são assustadoras. Num espaço curto de tempo, furacões de dimensões extraordinárias e de consequências catastróficas têm vindo a varrer as Caraíbas e uma parte da costa dos Estados Unidos da América, país que já acionou os respetivos planos de emergência.
Na costa do Brasil, entre São Paulo e o Rio Grande do Sul, o mar chegou, inesperadamente, a recuar 500 metros com prejuízos patrimoniais avultadíssimos.
Noutros pontos, o mar entrou desregradamente pela terra dentro destruindo estradas, carros, casas e tudo quanto apanhou pela frente.
Nas Canárias, uma gigantesca massa rochosa com 500 mil milhões de toneladas está em risco de desmoronar e prevê-se que cause um tsunami com ondas que possam atingir entre os 100 e os 135 metros de altura. Prevê-se que, em cerca de 4 horas, esse tsunami atinja a costa portuguesa. Coisa de somenos...
A atividade sismológica no mundo aumentou este ano, de forma assustadora, quer em quantidade, quer em intensidade, com prejuízos materiais e humanos (mortes) recordes.
O investigador Mário Lopes, e também professor do Instituto Superior Técnico de Lisboa, garante que o risco de ocorrência dum grande sismo em Lisboa é de 100% e que, em consequência, poderão morrer entre 17 mil a 27 mil pessoas.
Posto isto, sabendo que a probabilidade de ocorrência em Portugal, a qualquer momento, dum sismo de grandes dimensões, bem como o da ocorrência do tsunami, ou de ambos em simultâneo, sem querer ser alarmista, eu pergunto:
- Que planos existem a nível nacional e a nível local para a eventual ocorrência de qualquer um deles ou dos dois conjuntamente?
- Estão as nossas forças militares e paramilitares a ser preparadas para atuar coordenada e conjuntamente numa situação destas?
- Quantos barcos têm os Bombeiros Municipais e os Voluntários e a Capitania do Porto da Figueira da Foz aptos a atuar numa situação deste tipo?
- Para além da excelente massa humana dos bombeiros e pessoal da capitania, quantos destes elementos estão treinados para agir nestes cenários? Quantos estão aptos a tripular embarcações náuticas?
- Se for necessário deslocalizar em menos de quatro horas as populações residentes à beira mar, como fazer e para onde? De que meios dispomos?
- Quantos hospitais de campanha existem em Portugal e qual a sua capacidade?
- Num cenário destes, quais os planos que existem para uma evacuação de emergência do Hospital Distrital da Figueira da Foz? Para Onde? Com que meios? Ou espera-se que os doentes e o abnegado pessoal "afundem" como aconteceu no Titanic, mas sem direito a orquestra?
- E os Lares de Idosos? Que planos existem para eles? Com que meios?
- Não tenho conhecimento da existência de um único panfleto, de um aviso que diga, para no caso duma catástrofe deste género, começar por fazer isto ou aquilo, ir para aqui ou para ali...
- Haverá algum plano para salvar as obras e os tesouros mais importantes dos nossos museus e bibliotecas? -pergunto apenas!
Estamos a ver a barba dos outros a arder. O que é que já fizemos para salvaguardar a nossa? Nestas situações o nacional facilitismo é muito pernicioso...
Eu não quero ser agoirento mas...
Confesso-vos que não me sinto nada tranquilo e não me sinto nada seguro, por mim e pelos outros meus concidadãos.
Ademais, sou diretamente responsável pela vida e segurança de duas caturras (o Zé Pereira e o Príncipe) e da minha cadelinha -a Bianca- que tanto confia em mim. Portanto, preciso de saber o que fazer.
Zás, pás!

Assobiar para o lado II.

Repito!
São indícios, demasiados indícios sem dúvida!
Não me quero tornar no arauto das grandes desgraças, mas torno a alertar: andamos a brincar com o fogo e com a água, e ainda não satisfeitos, começámos a brincar também com a seca!
Recentemente, por duas vezes consecutivas, demo-nos mal, muito mal, com o fogo. Subscrevo inteiramente as palavras dum Sr. Comandante dos Bombeiros que referindo-se à última grande tragédia, disse com todos os pontos nos ii: " Foi por milagre que não morreram milhares de pessoas."
As notícias são preocupantes, mas mais preocupante, é o silêncio e a forma como as autoridades estão a gerir o problema. As alterações climatéricas são anunciadoras de grandes catástrofes. A natureza, a qual acusamos de ser caprichosa, não costuma ser tão pródiga nos seus avisos. Contudo, a que assistimos com desusada frequência e intensidade quase extremas? Eu passo a enumerar: incêndios; secas; tufões; chuvas; frio; sismos; erupções vulcânicas, tsunamis e mais algumas pragas...
"Certus ab incertus", nas Canárias, um pouco mais a sul das nossas Ilhas dos Açores, uma gigantesca massa rochosa com 500 mil milhões de toneladas está em risco de se desmoronar e prevê-se que cause um tsunami com ondas que possam atingir entre os 100 e os 135 metros de altura, na verdade, há uma falha geológica na estrutura da ilha de La Palma, onde fica o vulcão denominado Cumbre Vieja. Quando ele entrar em erupção, parte da ilha poderá ceder, deslocando grandes quantidades de terra para o oceano e originar a formação duma onda gigante, que poderá chegar até ao Caribe, à costa leste dos Estados Unidos, ao nordeste brasileiro, à costa de Espanha, Marrocos e Portugal. A ciência sabe-o e controla a sua evolução como vai podendo. Prevê-se que, em cerca de 4 horas, esse tsunami atinja a costa portuguesa. Coisa de somenos... Comparadas com estas ondas, as ondas de 37 e 40 metros de altura do "Canhão da Nazaré" que atraem pelo seu gigantismo surfistas de todos os pontos do mundo, são umas meninas pequenas e caprichosas.
A atividade sismológica e as tempestades no mundo aumentaram de forma assustadora, quer em quantidade, quer em intensidade, com prejuízos materiais e humanos (mortes) recordes.
Posto isto, sabendo que a probabilidade de ocorrência em Portugal, a qualquer momento, dum sismo de grandes dimensões, bem como o da ocorrência dum tsunami, ou de ambos em simultâneo -sem repisar nos incêndios- e sem querer ser alarmista, sabedores disto e de muito mais, eu pergunto: Quais as medidas de protecção e de reacção tomaram as nossas autoridades? Que planos para evacuação em massa das populações existem? E se a tragédia ocorrer durante a noite? Que rádios locais se devem sintonizar? Para onde se devem deslocar os do Norte? E os do Sul? Que estradas devem utilizar preferencialmente e quais devem evitar? Que treinos, que instrucções e que simulacros foram proporcionados às populações? Que quantidades de água, de alimentos, nomeadamente bolachas, pilhas e lanternas, e sei lá o que mais de absolutamente prioritário e essencial devemos ter nas mochilas individuais de emergência? Como proceder para evacuar os hospitais, os lares de terceira idade, as escolas e as creches? Para onde? Com que meios? Como devem agir os seus profissionais? Que bens, que equipamentos e que medicamentos se devem preferencialmente tentar salvar? São tantas, tantas, mas tantas as perguntas óbvias e elementares sem resposta que fico abismado, fico petrificado de medo. Por acaso, dentro do agregado familiar já falaram sobre isto? Já acordaram minimamente como proceder? Como, onde e quando se encontrarem se não existirem comunicações? O que é que devem tentar salvar? Como agir para salvarem os vossos animais?
Digitalizem os documentos importantes, as passwords e as fotografias, mandem tudo para a nuvem ou guardem-nas em Pens. Tenham os portáteis e telemóveis à mão. Tenham os carros sempre atestados com, pelo menos, meio tanque...
Como já disse antes, o investigador Mário Lopes, e também professor do Instituto Superior Técnico de Lisboa, garante que o risco de ocorrência dum grande sismo em Lisboa é de 100% e que, em consequência, poderão morrer entre 17 mil a 27 mil pessoas.
E aqui, com o nosso concelho tão exposto ao mar, como será? Para onde devemos fugir? Sim! Fugir. Fugir...fugir duma morte certa e rápida!
Por favor, pensem!
Por favor instruam-nos a tempo!
Por favor não facilitem com o fogo nem com a água e, muito menos facilitem com ambos ao mesmo tempo!
"Quem avisa...bom amigo é!" - diziam os precavidos antigos!
Repetirei! Repetirei!! Repetirei!!!, até que a voz me doa e, mesmo que me mandem calar!!!!
Infelizmente, já sou apenas diretamente responsável pela vida e segurança duma caturra, o Príncipe, -porque o Zé Pereira, infelizmente, morreu!-, e pela minha cadelinha -a Bianca- que tanto confia em mim. Portanto, preciso de saber o que fazer.
Zás, pás!

* Este texto, foi escrito segundo os termos da ortografia anterior ao recente (des)Acordo Ortográfico.

 

 

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