Black Sabbath

Hoje esparvoei! Deu-me para falar da importância e do "perigo" do simbolismo e das palavras.
Tenho um grande amigo que, do outro lado do Atlântico, publica no Facebook uma página que se chama: " TEMPOS IDOS". Presenteia-me, regularmente, com publicações que me fazem reviver e que me fazem pensar... Elas rebocam-me, frequentemente, ao meu passado, que revejo com a perspectiva do meu presente. Elas tornam-se, por isso, memórias inquinadas. De qualquer forma, aqui fica, amigo Marcelo Marani, o meu sincero agradecimento por me trazeres, à falhada memória, tanto de mim...
Rolava o "Face", quando me deparei com uma foto de um excerto de um jornal muito antigo com o Tony Lommi, o Geezer Butler, o Ozzy Osbourne e o Bill Ward, anunciando que a Banda Britânica, de Birmingham, de heavy metal, Black Sabbath, actuaria no Brasil em 1975.
Confesso que, há muito tempo não me lembrava deles. Eles que se singularizaram pelo carregado simbolismo do nome da banda, pelo seu "look" tétrico, pelas letras das suas canções, que incorporavam o ocultismo e o terror, mas que também tratavam as temáticas da instabilidade, do perigo do abuso das drogas, da corrupção política e exploravam as profecias apocalípticas e as guerras, tudo ao som de guitarras com baixa afinação.
O Sabbath Judaico vem da comemoração do dia-de-Saturno. A adoração a Saturno, "O Senhor dos Anéis" está no centro dos sistemas políticos, comerciais e religiosos. Saturno é o deus da Banca. Túnicas negras são símbolos de Saturno, são símbolos de poder e, por isso, os juízes usam Becas pretas, os advogados usam Togas pretas e os funcionários judiciais usam Capas pretas; os padres católicos usam Túnicas pretas e os estudantes universitários usam Capas e Batinas pretas.
Também não era em vão que esta Banda, nas suas temáticas preferidas, privilegiava os temas negros que acima referi, consequências das lutas pelo poder e pelo domínio. Naquela altura, estas ideias e estas temáticas pareciam produto de pensamentos mirabolantes, mas veio o decurso do tempo provar que não eram.
Vêm-me à memória as palavras de Sir Francis Bacon: "O mundo não deve ser estreitado até entrar na compreensão...mas a compreensão é que deve expandir-se até conseguir encaixar a imagem do mundo como ele é de facto."
Por isso, voltando ao raciocínio: Sabbath Judaico vem do dia-de-Saturno e Saturno também é conhecido como o deus "EL". A Saturno está associado o poder: "EL-Rei"; "Isra-EL"; "EL-eições"; "EL-eitos" ou "EL-ite". Daí que, seja muito importante estarmos atentos à composição das palavras e ao simbolismo que possam acarretar, porque muitas vezes elas significam mais do que aquilo que aparentam e chegam a encobrir inimagináveis significados e segredos. Não raras vezes, a forma como o poder funciona oculta-se nas palavras para mais facilmente se poder exercer. Isto acontece frequentemente com o poder religioso e com as muitas fundações que lhe estão associadas. As palavras são feiticeiras, encantadoras e enganadoras da psique humana e, frequentemente, são usadas de forma malévola, - Eva que o diga -, pois elas compõem-se, decompõem-se, misturam-se, aglutinam-se, confundem-se, ganham sentidos contrários..., pintam a macaca!
Analisemos o caso da palavra "Is-ra-el". Ela é composta por três palavras distintas: "Isís", a virgem mãe do Egipto; "RÁ" que é o deus Sol do Egipto; "EL" que se refere à deusa Lua universal e ao chamado "pai dos deuses". Por sua vez, "EL" é o singular do Bíblico "ELOHIM" que, dizem os estudiosos, foi traduzido como singular quando, na verdade, é plural (mais um exemplo de como as palavras nos enganam). Este deus singular é um repositório ou um composto de muitos deuses e de muitas deusas... Vou parar por aqui, porque se continuasse a desenvolver estas ideias, chegaria a demonstrações e a conclusões que detonariam a paz, o sossego e o bem estar de muitas almas que vivem "piedosamente" tranquilas e confiantes, para não dizer, enganadas.
Tudo isto para dizer que, por detrás desta aparente confusão, por trás de todo este engano, há um propósito de ocultação de poder, de ocultação de domínio que, por ironia, é atacado, contestado e, pasme-se, também "cultuado" por uma Banda musical chamada " Black Sabbath".
Dá que pensar, não dá? É confuso, não é? Pois! É mesmo essa a intenção do "poder", confundir e ocultar para "dominar"...
Ah! Parece de propósito, não se esqueçam...vêm aí as "EL-eições"... "EL-eitem" bem...que o povo cá se vai amanhando!
O raio do conhecimento é um veneno que desestabiliza e perturba as remansadas certezas que tão bom sono proporcionam...
Escrito numa tarde de uma desconversa muito séria...

 

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