Boca de romã


O que será teologia,
amor, práxis ou filosofia
se não houver um menino
e no seu berço
uma boca de romã

Sozinha
em
homenagem ou de castigo
num garfo acompanhado de lado
De tão nosso é-nos pequenino
e uma outra mão
Esquisita, diferente
aquecida no braseiro
de luz tão mais à frente
como o sofá do choroso rouchinol que se engana depois de cada modelo sem saída, torna - se mole, torna - se esgana
Que se esqueça o sol
Como ele por vezes na preguiça se torna quente
ou companheiro
ou prazer lisonjeiro
Ou gente
Ou porteiro
nada importa
Como a boca de romã, tudo é passível de passa - grito

Idioma passageiro
filamento ordeiro
Tudo tem saída

Ai sol, às vezes tanto tardas
Até para além dos sonhos
acordados nas meninices sardas
Dos meninos mãos inconhos
lugares de loucura, ordeiros
Adormecidos em esplanadas do que somos, autores de tantos desfiladeiros
E do que somos, tudo no solo dura
Já lá em cima ou em baixo
Venha um deus ou um diabo e que um só um escolha
Se afinal a romã é veneno ou fruta difícil mas folha solta
Agarra menino a tua boca romã
Sabes, o amanhã é só o aniversário de amanhã
sem plexo não é possível qualquer tipo de histórica hulha
Caso queiras andar
Em todo o lugar vais ter de encontrar outro amanhã
essa mão de loucura
Já a romã, mesmo comida em pedaços ou na Sertã
vai e volta - solta e brota

Sempre e
para sempre só escolha

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