Como a ave que voa

Sem saber que horas são
Se o sol a acompanhará -pequeno ou grande - ou não - fechado, indiferente, distante - quem sabe como isso passa e como a ave passa com o que viu, a ver gente?
Se mundo, és pequeno ou gigante, ela é que verdadeiramente te sente e te sentiu – o sol só aquece quem está parado, e disso ainda ninguém se riu.
Como a ave que voa - como que fica sem espaço e pequena ou grande – flui e daqui e dali, antes de chegar, saiu.
Como a ave que voa - como nada do que é
já foi e já nada é, depois de ir - abre e fecha o sol – há pássaros de volta dos peixes e há peixes de volta dos pássaros - vivos e mortos. Curioso, é que estão juntos – os pássaros e os que aprendem a morrer para não serem mortos e os que aprendem a serem mortos para não morrerem fica o mar de rios, as nuvens e os contra-alísios - para que serve um par de asas se não tivermos dúvidas pelas frentes, pelas correntes, pelas traseiras, pelas mãos
- por dentro de tudo o que nos faz ter um coração?
Como a ave que voa - como asas rasas de chuva - para quê saber a toda a hora, que horas são?
E porque voa? Porque é que a ave voa? Qual a verdadeira razão de tamanha bravura? Porque é que a ave não tem outra opção?
Se é por périplo animístico ou antimónico, ou por defeito que dizem divino e artístico - alguém como a ave que voa, diga-me o que deste mundo, inquieto por virtude ou natureza, viu?
O certo é que a ave voa
e eu não.

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