Como se conta

E tu, com aquele ar esquivo e pindérico
de poses e argumentos de louça pouca
E passos atrás de passos, em burra.
É normal, nesta mesa passaram-lhe anos e anos de gentes da voz mais fina à voz mais pouca
Palavras saiem como entraram
Pelos beijos de duelos na penugem de boca em boca
Na mesa sempre a mesma roupa
toda à solta, com pequenas manchas de léxicos avinagrados, de copos revirados
De sílabas agregadas em vício
das que por cá nos encostam as pernas até já não estarmos
Já cá vem
É tão diferente
que quando cai chuva. Cai a ninguém.

Dou-te o braço mais colorido
Abraço-te desde o carpo ao anelar e por super protecção a esse mindinho. E o resto também.

Abre-se tempo para explorar o que mais ninguém tem. Os gatos já não miam, ladram do terraço, os cães agonizam no casão, urram em vão, deixam de ser fortes, arranco uma fonética de soltura ao meu coração, tento também a dialéctica, como possível sutura
Não tenho solução. Não sou eu a mandar
Cai chuva, dá-me a mão
Aquela parte que se nos enrola, será atrevimento ou apologética, meu Deus, como se conta?
Que me importa, são merdas.
Merdas e mais merdas do coração.

COMENTÁRIOS

ou registe-se gratuitamente para comentar.
Critérios de publicação
Caracteres restantes: 500

mais

QUEM SOMOS

O «Figueira Na Hora» é um órgão de comunicação social devidamente registado na ERC (Entidade Reguladora para a Comunicação Social). Encontra-se em pleno funcionamento desde abril de 2013, tendo como ponto fulcral da sua actividade as plataformas digitais e redes sociais na Internet.

CONTACTOS

967 249 166 (redacção)

geral@figueiranahora.com

design by ID PORTUGAL