Crónicas de tudo e de nada - Figueira, terra de associações

Hoje escrevo sobre a nossa terra. E, se falar da beleza natural da Figueira - da praia, do mar, do rio, da serra - já é quase um lugar-comum, falar da sua propensão histórica para o Associativismo é tema que vale sempre a pena retomar.
O movimento associativo na Figueira teve o seu boom na primeira metade do século XIX. A Figueira é porventura um dos concelhos do País com maior número de clubes e associações por habitante, várias das quais já centenárias. E se pararmos para pensar um pouco, ainda que não queiramos fazer estas contas porque já temos tantas outras contas para fazer nas nossas vidas, imaginemos o mar de gente que, em todas as freguesias, se dedica ao desporto, ao folclore, à música, à dança, ao teatro, ao entretenimento, à solidariedade, contribuindo de forma voluntária e graciosa para o desenvolvimento da nossa cultura e para a preservação das tradições das nossas terras e das nossas gentes. São elas - esses milhares de pessoas que ninguém reconhece porque não andam habitualmente nas primeiras páginas dos jornais (salvo algumas excepções e nem sempre pelos melhores motivos) - que constituem uma parte importantíssima da riqueza cultural, social e desportiva do nosso concelho. A dedicação, o dinamismo, a criatividade que permitem a esta gente potenciar o pouco que têm à sua disposição – porque sabemos que os apoios são escassos ou nulos – e com ele fazerem autênticos milagres, são dignos da nossa admiração.
O papel das colectividades e associações na nossa sociedade é incomensurável. Para as crianças e jovens elas podem ser o melhor complemento da educação que deve ser dada pela família e da instrução que é ministrada na escola. Para adultos e seniores elas são o escape para o trabalho quotidiano, promovem o convívio e ajudam a manter corpo e mente em funcionamento, o que é decididamente uma mais-valia para o aumento da qualidade de vida. A disciplina necessária para a aprendizagem da música, o respeito pela natureza intrinsecamente ligado ao escutismo, o fair-play aprendido nos desportos de competição, a solidariedade praticada em instituições de cariz social, o efeito agregador dos ranchos folclóricos e dos grupos de teatro, são valores e características essenciais para o desenvolvimento de crianças mais alegres, jovens mais conscientes, adultos mais responsáveis, idosos mais felizes.
Por isso hoje a minha homenagem vai para os milhares de dirigentes e praticantes dos clubes e associações do nosso concelho, pessoas que merecem de todos nós muito mais respeito, apreço e consideração do que a maior parte das vezes lhes atribuímos.
Bem-hajam pelo vosso contributo para uma sociedade melhor.

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