Da Rainha das praias a Rainha dos Supermercados

Será fruto dos novos tempos?
Não sei!
Será este o melhor caminho para o Concelho?
Provavelmente não!
A Figueira da Foz é bem mais do que aquilo em que a estão a tentar tornar.
Os Figueirenses têm assistido nos últimos tempos a uma febre absurda de instalações de novas superfícies comerciais.
Nos últimos tempos surgiu um “Bom dia” que emergiu da noite para o dia, assim como um minipreço em pleno centro urbano.
Meses depois, fala-se na vinda de mais duas superfícies comerciais de grande envergadura, um ALDI em pleno coração das abadias, o maior pulmão da cidade, que nada mais acrescenta ao Concelho para além de meia dúzia de postos de trabalho temporários na sua maioria em regime de Part Time.
A outra superfície comercial é mais uma estrutura do grupo SONAE que se irá instalar na Várzea. Desta ainda pouco se sabe, no entanto a vertente de supermercado estará presente.
Serei só eu a achar toda esta implantação um completo absurdo?
Toda esta situação levanta uma questão: como se sentem os chamados comerciantes tradicionais? Claramente numa luta entre David e Golias.
Cada vez mais são notórios os entraves ao comércio tradicional, começando pela falta de mítica natalícia que se sente na cidade, restruturações urbanísticas que reduzem significativamente o estacionamento e aumentam a distância até aos estabelecimentos, o pouco estacionamento existente é taxado, entre outos.
As obras anunciadas para a designada “Praça Velha” e para a zona inerente ao mercado de Buarcos, são uma verdadeira prova de sobrevivência ao comércio local!
O que será dos pequenos e médios comerciantes? O que será dos verdadeiros filhos da terra que tanto fizeram pelo concelho durante décadas?
Os responsáveis refugiam-se e defendem esta “praga” justificando a criação de postos de trabalho, apresentando números completamente descabidos.
Levanto agora a questão: será que se a política que facilita esta propagação de supermercados fosse trocada por uma política de apoio ao comércio tradicional não traria os mesmos ou mais postos de trabalho? Com uma maior solidez e permanência? Tudo isto são formas de pensar e ler o Concelho, a minha é claramente bastante diferente da que tem vindo a ser executada.
Os novos supermercados, caso não vinguem, voltam para a sua zona de conforto. E os comerciantes Figueirenses? Estes ficam com os prejuízos e os cacos de uma vida às costas.
Terão condições de manter as suas portas abertas?
O que será do Comércio tradicional na Figueira da Foz?
Custa-me dizer, mas infelizmente a Figueira da Foz começa a ser Mãe para os de fora e madrasta para os de dentro!

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