Descontrole total!

E se esta linda esfera azul a que chamamos Planeta Terra, contrariamente àquilo que pensamos, não nos pertencer inteiramente (exclusivamente)?
Os nossos parcos cinco sentidos capacitam-nos para sobrevivermos e “dominarmos” dentro destas quatro dimensões, mas a física quântica já começou a revelar muitas mais – já ouvi falar em 22 possíveis!
Quantas dimensões e quantas diferentes densidades coexistirão nesta sala onde estou a escrever? – É legítimo questionar-me, não é?
E, se realisticamente começarmos a pensar que pertencemos a este planeta, mas que ele não nos pertence exclusivamente, que ele pertence a um todo cuja intenção e dimensão são ininteligíveis para estes nossos muito limitados cinco sentidos? – Não é preciso ser-se insano, lunático ou visionário para apenas pensarmos…, pois não?
E, se humildemente pensarmos que a nossa compreensão, o nosso entendimento poderão estar para outras realidades, para outros fenómenos como está para a nossa realidade, para os fenómenos da nossa realidade, a formiguinha que caminha indiferente e inconscientemente sobre o plasma 4 D da nossa televisão à hora da emissão do tenebroso telejornal? - No entanto eu existo; a televisão existe; a formiguinha existe; a minha percepção da formiguinha também existe e a percepção da formiguinha relativamente a si e ao seu preciso e conciso mundo também existe, não é verdade? - Nenhum exclui os outros, pois não?
O meu corpo é o mundo, é o universo de biliões e biliões de bactérias que, indiferentes a mim, nele se cumprem e multiplicam até ao dia em que o seu crescimento se descontrole e elas acabem com o seu mundo e morram também em consequência disso! – Verdade?
Na nossa cegueira, estamos a agir como elas! Julgamos que somos os donos do planeta e outros, ainda mais cegos, ainda se julgam mais legitimamente donos dele. Antes destes, outros houve que também se apropriaram, também fizeram guerras, também mataram milhões e milhões de outros seres e, a todos eles, a terra e as leis universais (do tal todo) despacharam de mãos vazias e com o selo da morte! – Tudo porque o Planeta Terra não nos pertence. Nós é que lhe pertencemos e, ele, por sua vez, pertence a um todo que mal percepcionamos e ao qual, tal como a formiguinha, também pertencemos! – Assim creio!
Posto isto…
- Jamal Hussein, rosto da fome no mundo (onde 2% da população arrebanha 96 % da riqueza da terra) morreu devido à fome – que mal nos fez aquele anjinho?
- 1,8 milhões de crianças estão em isco de morrer à fome (leia-se morrerão quase de certeza) no Iémen!
- Hordas de seres humanos, como pragas de ratos esfomeados, abandonam as suas casas e caminham à procura de comida nesta sua terra, procuram-na na terra inteira à qual, legitimamente, pertencem tanto quanto qualquer um de nós.
- Em resposta, uma loira cabeça burra!, burra!, burra!, arrogantemente burra e cega, perfilou soldados na sua fronteira e deu ordens para disparar a matar.
- Desconhece aquela cabeça loira e burra que a terra não lhe pertence e que a fome não se mata com balas!
E se alguém, alguma coisa, alguma força, alguma outra realidade, brevemente nos vier “recentrar”, nos vier meter juízo na cabeça, nos vier meter no sosso devido lugar? – Estarei louco? – Estarei a fantasiar?
- Pensemos!
- Pensemos seriamente!
- Jamal Hussein não era, mas afinal também era…, também era minha filha! – Garanto-lhe que também era sua…, também era nossa filha!
- Temos de agir muito rapidamente!

Texto G-R-I-T-O!

Figueira da Foz, texto escrito a negro, 3 de Novembro de 2018.
*Este texto foi escrito segundo os termos da ortografia anterior ao recente (des)Acordo Ortográfico.

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