F.F.F.R.A!

O mês de maio em Portugal é um mês festeiro. É assim com a Queima das Fitas em Coimbra e com o seu F.R.A e foi também assim ontem.

Ontem, 13 de maio foi um dia memorável para milhões de portugueses! Ocorreram ou concorreram -depende da perspetiva- três distintos acontecimentos que, em conjunto ou separadamente, acabaram por tocar em quase todos nós. Mesmo assim, os detratores, os eternos insatisfeitos, os pemanentemente contra tudo e todos, conseguiram arranjar motivos para se auto-excluírem e desfraldar a famigerada bandeira depreciativa, a bandeira dos três “Efes” com que achincalham o país: Fátima(fé); Futebol e Festas (alienação)!


O 13 de maio é, indubitavelmente, o dia dela. Ela está no pensamento e no coração de alguns milhões de portugueses e também no coração de muitos estrangeiros (igualmente milhões). É um facto incontornável, seja qual for a opinião que tivermos acerca desse fenómeno. Ademais, para conforto espiritual de milhões de católicos praticantes, o seu líder espiritual, na data da comemoração dos cem anos da sua aparição, veio até ela e, simplesmente, com a sua fé, também peregrinou. Foi um dia de festa e felicidade para muitos milhões de portugueses! A água benta foi benfazeja, foi a rainha! Alguns destes católicos também são benfiquistas e ficaram duplamente felizes.

Outros tantos milhões de portugueses são simplesmente benfiquistas. Também estes ficaram felizes com um feito que o seu centenário clube conseguiu pela primeira vez. O seu clube, finalmente, conseguiu vencer quatro campeonatos consecutivos: a isto chamam “TETRA”. Por isso, em Portugal e no estrangeiro, houve festa rija. Foi uma festa rija e brava por cá e por láaaaaaa!!!!! Destaco neste feito, a determinação e a liderança dum homem simples e equilibrado que, no meio de tanto “desequilíbrio” galvanizou, uniu e conduziu os seus homens sem provocar e não sendo deselegante com os seus adversários e com os “colegas” de trabalho. A cerveja, o espumoso e outras tantas aparentadas bebidas foram as rainhas das comemorações.

Milhões de católicos praticantes, benfiquistas e apreciadores da boa música tiveram ontem, dia 13 de maio, mais uma enorme -tripla para alguns- satisfação. O Salvador salvou uma participação no Festival Eurovisão da Canção com quase metade da idade dos outros referidos acontecimentos. Foi, verdadeiramente, “a cereja em cima do bolo”. É verdade! Quarenta e nove foram as tentativas, até que aconteceu! Finalmente, Portugal, ordeiro participante daquela festa, habitualmente doutros, acabou por conseguir fazer dela, também, a sua festa. Não deixa de ser curioso ter conseguido fazer a festa com uma canção que não se adequa, que desvirtua o rumo “festivaleiro e popularucho”, no qual aquele festival se aprisionou e que vinha, triste e enfadonhamente, trilhando. Confirmará o tempo se se trata duma inversão ou se se trata apenas da exceção que confirma regra. Independentemente daquela que vier a ser a resposta, restam-nos três grandes contentamentos, a saber: finalmente, ganhámos; ganhámos com qualidade e singularidade, quem sabe talvez tenhamos desbravado uma nova via para o moribundo e fastidioso festival; por fim, “last but not least” julgo, quero pensar que a maioria dos portugueses está feliz por aquela canção, não ser mais uma “pimbalhada” na qual somos igualmente bons.

Um acontecimento como este merecia, se o meu bolso desse para tal, um 1715 Madeira “Terratez” da JCA&CA. Como o meu bolso não dá para tanto, fico-me, e muito bem, por dois muito dignos Porto Vintage.

Faço minhas as palavras do nosso Presidente da República: “Quando somos muito bons, somos os melhores dos melhores. Muitos parabéns ao Salvador Sobral.”

Regado com este sol que me dá tanto prazer e ânimo!

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