Com a Figueira da Foz, com os Figueirenses.

Figueira, és mesmo tu?

Temos assistido nestes últimos tempos a grandes mudanças neste pequeno paraíso à beira mar plantado.
Confesso que tenho alguma mágoa de não ter vivenciado os anos dourados desta cidade, os anos em que milhares de Portugueses, Espanhóis entre tantos outros, contavam os dias para o início da época balnear, para visitarem esta cidade cheia de charme e ofertas turísticas para quem por cá passava.
Estou certo que a Figueira da Foz foi actriz e cenário principal em muitas histórias e recordações para quem a visitou, estando presente no livro de memórias de muitas famílias por este mundo fora. Pena que as gerações futuras e actuais não possam comprovar aquilo que foi um “cenário perfeito” nas histórias dos seus antepassados.
Contudo, e para não divagar muito no tempo, ainda vivi alguns anos de glória da nossa cidade, vi passar por cá o Mundialito de Futebol de Praia, o Rally de Portugal, vi a Avenida 25 de Abril ser invadida pelo trio eléctrico mais brasileiro de Portugal, vi a Figueira da Foz ser manchete em jornais, televisões. Em suma, vi a Figueira da Foz reentrar no mapa, vi os Figueirenses com a auto-estima devolvida, vi a Figueira da Foz ser Figueira da Foz!
Hoje, infelizmente, não reconheço essa Figueira da Foz.
Hoje esta apresenta-se como “Figueira”, esquecendo a Foz, apagando centenas de anos de tradição e nome, como se nos estivéssemos a lançar do ZERO.
Esta ideia choca qualquer Figueirense, choca aqueles que amam a sua terra, só mesmo quem não é de cá ou não ama a sua cidade pode aceitar que a cidade tenha um ano Zero.
Não escondo a mágoa de olhar para o areal e não o reconhecer. Hoje vejo um areal com pretensão a ser floresta, acabando com uma imagem de marca da nossa cidade. O longo e limpo areal que deu origem à famosa “Praia da Claridade” parece ter os dias contados.
Hoje fala-se em PEDUS, ARUS, entre outros nomes que são estranhos para a maioria dos Figueirenses. O nome não faz jus ao perigo que eles nos trazem.
A zona urbana do Concelho vai sofrer a maior descaracterização da sua história, rompendo com o passado.
Só tenho uma questão: será que a Figueira da Foz terá suporte para uma alteração deste género? Só o tempo o dirá.
Temo que muitos jovens que tenham procurado a sua sorte noutras cidades, Países ou Continentes um dia, quando voltarem, olhem ao seu redor e se questionem, Figueira, és mesmo tu?

 

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