Flashes I

Encontrei-me!

Durante quase toda a minha vida procurei-me! Procurei por mim em tantos lugares e de tantas formas: ajoelhei-me nas igrejas e até acendi velas; Fiz promessas que não paguei, porque elas nunca se cumpriram; Ajoelhei-me e confessei-me a homens que vim a descobrir, ainda eram mais falhos e estavam mais perdidos do que eu; Visitei museus e devorei bibliotecas; Frustrei-me com imensos filósofos, teólogos, apóstolos e até gurus; Atravessei oceanos, percorri continentes, familiarizei-me com outras culturas e até espreitei outras religiões; Pratiquei muitos desportos individuas e colectivos; Fiz Yoga, Meditação e Reiky; Passei a comer disto e deixei de comer daquilo; Exerci muitas profissões e representei muitos papeis no palco da vida, onde, de resto, sempre fui um péssimo actor; Cansei-me, esfalfei-me, adoeci gravemente e quase desisti de me encontrar...
Um dia serenei-me. Só então me encontrei! Finalmente, como por encanto, descobri-me, dei comigo sentado à minha secretária, no meu cantinho e num cantinho de mim, sossegado, feliz e realizado a escrever-me e a vazar-me em muitas folhas de papel em branco.
Afinal eu estava tão perto! Afinal eu estava em mim!
BOLAS! SEMPRE ESTIVE EM MIM!

Desiderato!

Esta noite sonhei que caminhava sozinho na minha praia e deixava as minhas pegadas na areia molhada que orlava o fim das ondas calmas, estava muito feliz e agradecia, agradecia...
- Alguém perguntou-me: - O que vendes?
- Nada! -Respondi-lhe: - Apenas distribuo sorrisos, risos, gargalhadas, palavras afáveis e conversas francas olhos nos olhos, mas é tudo de graça! - Ah! Também troco sonhos e desejos que transporto no meu imaginário, troco-os por sonhos e desejos doutros imaginários!
Não! Obrigada! -Respondeu-me: - Apenas quero Coca-Cola, hambúrgueres, batatas fritas e muito Ketchup.
- Respondi-lhe: - Felizmente, não tenho nada para ti!
Quando acordei, sentia-me tão feliz, mas tão feliz...


Diz-me!...Simmmm ?!!!

(...) partilha comigo o teu segredo,
que já não me é tão segredo ... assim,
e que guardas como se ainda fosse grande segredo.
Conta-mo, acaba-me com esse segredo...
que não me sendo já um tão grande segredo,
transforma as nossas vidas num degredo!
Diz-mo!!!..., juro que guardo-te o segredo!
Walter Ramalhete
Figueira da Foz, 30 de Janeiro de 2018.

Somas subtraídas...
(...) deslizo-me, despejo a alma em folhas brancas,
escorro vida nos caminhos das linhas rectas,
mas sei, sei que se seguir só por essas paralelas...
certamente, certamente nunca me encontrarei...,
porque a vida..., também é feita doutros riscos...
ela também se faz, também segue em ziguezague,
também é feita de sobressalto em sobressalto,
... de sorte em sorte e de azares até à morte!

*Estes textos foram escritos segundo os termos da ortografia anterior ao recente (des)Acordo Ortográfico.

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