homens, homenzinhos e homenzões

Agora não.
Definições e significados agora não. Dança-pula sem sair do chão. Anda de pança na hulha sem comer um só, um só pão. Amigo dá-me a tua outra mão, vamos tocar aquela canção. A nossa canção.
De muitas palavras me servi. Fui-me embora de mim, na forma práxica sendo-me outro, eu assim.
Assim não?
Agora não. Nada de mim. Definições e significados agora não. Dá para aqui a desrealização?
Em tempos, farto de tentos, confessei a um ente querido que pervagava tempo de mais a olhar para as estrelas, a conspirar em admiração dupla, eu e elas, elas nas suas conjecturas transformadas em constelações e eu, em ideias unas, sem possíveis ou hipotéticas ponderações.
A não ser uma ou duas mirabelas para reingresso às minhas iniciais unções.
Sei-as todas. E as suas mil e outras tantas canções.
E de tantas que são, não sou só eu, não são só elas, somos nós, eu o chão-arte-mão, elas, as mais puras esfoladiças velas que derretem no sangue do meu dispar coração.
Porém a vida não tem só um, tem vários (cor)ações, é,se pensarmos como a vida boçalmente nos chama, como nos clama, que hajam (têm de haver) mais corações, até que mais não basta, somos homens, homenzinhos e homenzões. E tudo a vêr. Tudo a ser, Homem-Aranha sem arranhão.
Todos os dias, até há dois atrás, percorri todo o mapa astral de todos os signos ditados pelos arejos e paradas das estrelas e das constelações que elas constroem com medo de se sentirem a sós, nos partilhados e desapagados serões. Nós.
Nós os humanos até consideramos estética uma constelação e, na verdade a mesma não passa de um agregado de teorias e teoremas, linhas cozidas pelo céu, esse lugar, o único espaço de todo o eu, tirando o mar, o nosso mais outro eu final, com e sem conexão e ou razão. Sorte ou luta. Amores sim - Amores não. Interligação é pura e desmedida desculpa para quem não se sabe compreender, ou pelo menos quem tenta ( filetes de esplanadas ) comer no prato servido todos os dias na tasca de um ou outro José ou João e pedir uma amiga opinião.
Elas brilham e estão mortas há milhares de anos. E ardem tanto que nos encalmam o coração, lá de longe, muito longe, ao homem, homenzinho e homenzão.
Brilham tanto que nós ficamos engolfados de como tal situação interplanetária possa vir a ser tida como possível e concretizável, há muito perecida e que todas as noites por entre as nossas janelas, no cansaço dos trincos, nos abrem a bem, a mal, lá se fazem, cá nos fazem em Arte-Animal.
Há uns dias atrás optei por escolher uma. Uma só.
A que mais me identifiquei e, como ela brilha em tudo o que fui, sou e serei.
Na verdade e, no mais puro dos embustes, acho que com ela finalmente me achei, não sei se por erro de cálculo, por embate de luz directamente projectada no meu vernáculo, se por mera coincidência. Espero ser na última hipótese que eu beije e morda esta minha eupatia.
Espero hoje por ti minha estrela abençoada, já decorei o teu brilho, definições e significados engulo com a mão. O mundo contigo será de luz e ver-se-ão homens, homenzinhos e homenzões, dimensões a chegarem pelas bermas da minha introdutória carta a Deus mandada sem perguntas nem Résumés de pedidos ou de achados-perdão.
Peço-lhe só que brilhe a minha estrela até eu não ser mais nada. Como os homens, homenzinhos e homenzões, até há bocado, agora não.
Aqui e agora, porque não?

 

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