Meio-dia

Beijo o chão que me irá buscar em pausas e silêncios, só beijos vão
Só esses têm de ir
Eu fico por cá, para em cravo de boca de abril cada um abrir

Solto os cães para mais uma madrugada
É feito o gosto à vida
corda bamba, corre apressada
como se eu fosse essa aposta
de meio ao dia, um tanto que se é sem se bater o relógio da capela mais chegada
nas ruas de São qualquer coisa, homenagem santa imagem, morde e morre um cão
Mordeu de mais e pouco comeu
Enfim, lições de vida

Como se fosse precisa promessa
para beijar a noiva nervosa de tantas esperas de vida
que seja o que Deus quiser
mesmo que ele não queira
Nada muda, acabo de chegar
Arte terra, com meio Deus
e meio homem
Perfeito homicídio, que dupla que se denomina

Não me admira o padre estar morto
Roubei-lhe a santa mais querida
amargou-se-lhe a ferida
Todo o homem entregue e devolvido
Os cães correm, a lua baixa-se
Sou meio homem, meio Deus,
meio-dia

 

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