Com a Figueira da Foz, com os Figueirenses.

Não consigo!

Não consigo expressar as ideias, as luzes, os matizes, as cores, as harmonias e as desarmonias, os sons, os ecos, os silêncios, as rimas, os saltos os ressaltos e os sobressaltos, as emoções, os risos e as lágrimas, os desesperos, os desejos, os sonhos, as criancices pensadas, os pensamentos sérios sofridos ou alegremente sentidos nas correrias alvoraçadas da mente pensada na ansiada serenidade jamais alcançada!
Para transpor de mim, invento novas palavras com sonoridades acavaladas nas velhas sete notas e em mais outras sete inventadas e pintadas com novas cores que duplicam as primárias muito usadas no desbotado arco-íris.
Faço nascer uma nova linguagem que confunde o mundo velho e que lhe dói muito começá-la a aprender. Vamos tentar! Vamos tentar!, gritam-me as certezas de que é este o novo caminho a percorrer...
Criei uma língua que se fala e se escreve com risos, bons sentimentos e generosas emoções e que se pontua com lágrimas roliças de alegria, gargalhadas sonoras e frescas e em que mão alguma confunde a esferográfica, letra alguma a aprisiona, nem nenhuma tinta a deturpa, nem há papel que a escravize...
Criei um dicionário para acomodar as novas emoções, os novos sentimentos, os novos gestos, os novos abraços multilingues, escritos em nenhuma língua que não seja a das acções e gestos livres das entorpecentes e enganosas palavras. Multilingues emoções, sentimentos, gestos, abraços e acções de língua nenhuma e que não se floreiam nem se esparramam em papel desavergonhado.
Esta nova forma de comunicar provem das luzes do promissor futuro, onde até se comunica sem falar e sem dizer as palavras que tudo deturpam e muito limitam. Aqui haverá vozes novas, novos adjectivos conjugados em forma de verbos num tempo sempre presente de harmonia amorosa, sem pretéritos de tristezas, nem futuros de incertezas, sempre conjugados na pessoa verdadeira e na verdade da verdade.
Nela também falarão os olhos, falarão naquela linguagem linda e silenciosa que os surdos ouvem e os mudos gritam com a boca calada e vazia de mentiras enganosas, mas cheia maravilhoso entendimento.
É uma linguagem do espírito que sacia o corpo esfomeado e que cura as feridas do corpo magoado com tantas reprimendas, castigos e negaças sem sentido, infligidas pela tirania do enclausurante um. Ela passará a multiplicar por mais e também a dividir por mais..., de tal forma que no futuro..., um será mais...

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