Nas teias da solidão!

Encontrei-a na solidão encontrada nos desencontros de si,//
naquela solidão com os olhos já mortiços e sem luz,//
encoberta nas sombras das memórias
marcadas pelos dias de sol encoberto
pelas nuvens cinzentas,//
carregadas de frio mortificante e
sugadoras da esperança.//
Encontrei-a naquela solidão das palavras órfãs de destinatários,//
sufocadas por falta de sentimentos,//
amortalhados por arrependimentos sem remédio.//
Encontrei-a na solidão carregada pelas cores pastel da//
desesperança!,//
abandono e//
indiferença!//
Encontrei-a na solidão carregada pelas cores vivas da//
morte ainda em vida!,//
e da desistência!//
Encontrei-a na solidão carregada da dor sem cor,//
matizada de amargos sabores
a fel, a fel, a fel… mas da cor do falso mel!//
Encontrei-a na solidão envolta na tristeza que forra de negro
o sossego da tumba,//
enregelada pelo frio da pedra incolor e translúcida//
que se derrete nos pingos pendentes,//
tranquilos,//
sem dores,//
nem ânsias,//
nem devaneios.//
Perdi-a!//
Perdi-a para sempre na solidão
da eternidade fugaz que segundo a segundo,
vai morrendo garroteada nas sua teias. //

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