O 11 de Setembro

Recordo-me daquele fatídico dia como se tivesse sido ontem e, no entanto, já se passaram dezasseis anos. Já se passaram dezasseis anos desde aquele dia em que as Torres Gémeas colapsaram!
Naquele dia, a urgência em concluir um processo, levou a que eu tivesse optado por ficar a trabalhar em casa. Levantei-me, ainda não eram cinco horas da manhã, e comecei a trabalhar. Quando o concluí, resolvi ver um pouco de televisão para me distrair e relaxar.
Foi com enorme espanto que, assim que liguei a televisão, vi uma imagem de um enorme prédio a arder. Imediatamente, prestei atenção à notícia e ao comentador, pois tratava-se duma reportagem em directo.
Aquele horror estava a acontecer naquele preciso momento. Lembrei-me, imediatamente, dum filme que tinha visto, e que fora interpretado no papel principal pelo Steve McQueen: intitulava-se “A Torre do Inferno”.
Não queria acreditar! Não podia ser!
Momentos depois, fiquei a saber que se tratava de uma das Twin Towers (Torres Gémeas). De repente, surgiu um avião no ecrã e embateu contra a segunda torre. Uma enorme bola de fogo incendiou igualmente esta segunda torre.
Parecia que era o inferno na terra, ao vivo e a cores! Dei comigo a gritar: - «Não é possível!»; - «Santo Deus! Não acredito!».
Depois, uma profusão de notícias davam a conhecer novos e terríveis acontecimentos, enquanto pessoas desesperadas se atiravam das torres, trocando uma morte horrorosa por outra morte, igualmente horrorosa. Eu estava estarrecido!
Necessitava de ir dar entrada ao processo no respectivo tribunal e não sentia forças nem ânimo. Imagens horrorosas, dantescas, surgiam a cada instante.
De repente, as torres desapareceram envoltas numa enorme, enormíssima, nuvem de pó. Pousada a poeira, só se via um monte de escombros e de ferros retorcidos. Pessoas cobertas de pó, vagueavam apavoradas, sem saberem o que faziam nem o que deviam fazer. Já não havia quaisquer dúvidas! Já não havia dúvidas que humanos haviam premeditadamente feito aquilo a outros humanos.
Soltara-se a BESTA! Naquele momento, colapsou a minha crença na raça humana! O certo é que, desde então, o mundo entrou numa espiral de violência e insanidade inimagináveis: sucederam-se guerras e mais guerras, horrores e mais horrores, decapitações e mais decapitações, atentados à bomba e mais atentados à bomba, mortes e mais mortes por atropelamentos premeditados, mortes e mais mortes provocadas por facadas traiçoeiras, desalojados aos milhões a correrem de um lado para o outro na vã procura de paz e segurança, e sucederam mais e muito mais coisas horrorosas…
A BESTA delira, mostra-se, assume-se como senhora de humanos insanos que, meticulosamente, preparam bombas atómicas como se de simples brinquedos se tratasse… Parecem-me inequívocos sinais de que o Armagedão está próximo, muito próximo. Impotente, completamente impotente, resta-me tentar esquecer, resta-me não pensar sequer. É isso mesmo! Vou temperar umas Iscas para o almoço de amanhã!
Mais um GRITO!

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