O amor está em todas as coisas e todas as coisas estão aqui

Tenho tempo. Ainda me sobeja tempo. Mas que bem, que talento.
Tempo para te dizer que te aio e que não te aio, que és o genuíno tudo e o colossal nada para mim, que me enches de alegria e que me chateias de bramiria.
Será assim? Ou haverá mais “estados” meus e nossos em que me e nos desconheço?
Às vezes de tanto rir ou de chorar, quase que desponto, e tu na tua fiel esplanada agasalhas todos os meus estremecimentos que de turno em turno vêm adentro.
Enches balões e cantas-lhes canções, para, como tu dizes, eles “lá voarem melhor pelo vento”. Como e porque tu és única!
Já são 07h20, sim a culpa é tua, não me canso de olhar para ti. Vejo e revejo o teu cabelo, na pressa dos ensejos, cubro-te fio a fio, novelo a novelo, nó a desne. Até não poder “ver” mais nada (a não ser cabelos, nada a haver, "nada" menina nada, “engole” tudo menina, não deixes nada, toda a água é abençoada, poucos sabem disso, alguns só se apercebem quando têm a garganta arrebunhada, outros nem assim, mas que vida atolada).
Tudo muda quando arranjo o teu cabelo. Os dias ficam diferentes e o castelo mais preclaro. E, os vizinhos correm para o ver. E, lá aparece (sempre) o nosso pequeno imberbe menino, o "do bibe amarelo", pequeno e lindo e sorridente, como o nosso pequeno castro, simples e singelo.
Arranjo-me à pressa, tenho, temos de sair. A comida, o que sobra, fica na ponta da mesa, os cães têm de sair, eles voltam, voltam-lhe, sabem melhor que nós quando vir.
O sol já os atou, teima sempre em aparecer quando eles estão também na hora de sair. Ainda vejo de soslaio as tuas plantas a quererem brincar comigo à “dança comigo” no nosso jardim, e a fugirem dos bichinhos que voam em busca de pétalas de macieza. Mas que fim. Não sei porquê este afã.
Quando no final do dia, entro pela mesma porta que saí. À noite, quando não te sinto, sinto-me perdido, é como se todas as chaves do mundo não abrissem a minha única porta.
Pois, o amor está em todas as coisas e todas as coisas estão aqui, nesse sítio onde começa e acaba tudo o que sinto por ti.

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