O matulão e o minorca!

O matulão é um fanfarrão!
É esperto, mas não é inteligente.
Sendo matulão e esperto, cedo aperreou a carga que entorpece as pessoas comuns e, levezinho.. singrou..., acelerou na estrada onde os bons princípios e os outros travões morais que norteiam e seguram os indivíduos de boa índole e os refreiam na boa e serena viajem da vida dignamente vivida... são desvalia.
Leve, aligeirado, sem "aperros", acelerou desalmada e descaradamente na estrada sem regras e nua de princípios, atropelando a torto e a direito quem se atravessou incauta ou deliberadamente à sua frente. Chegou tão longe quanto a sua curta visão lhe permitiu. Os espertos chamam a isto: SUCESSO!
O matulão é um fanfarrão esperto e, porque é esperto, é cobarde e, porque é cobarde, tem medo!; Tem medo de quem?; Tem medo do minorca!
O minorca é em quase tudo igual ao fanfarão matulão!
O minorca só não é matulão, é minorca!
O minorca é um fanfarrão esperto e, porque é esperto, é cobarde e, porque é cobarde, tem medo!; Tem medo de quem?; Tem medo do matulão!
Ambos são muito cautelosos. Ambos, consoante as respectivas perspectivas, conhecem a famosa história de David e do gigante Golias ou do gigante Golias e de David.
Ao minorca, alenta a história de David e do gigante Golias, mas como esperto que é, sabe que não é bom com a funda e afunda- -se no medo. Como cobarde que é, não arrisca, grita, insulta, ameaça, bate o pé, esbraceja e faz caretas sempre ao longe, mas foge apavorado sempre que o Golias finge que vai avançar...
Já o matulão, tem pavor da história do gigante Golias e de David. tem pesadelos quando sonha com ela e tem um medo terrível da funda! Sempre ao longe, sempre escudado pela cautelosa e segura distância..., berra, insulta, bate forte com as patas no chão, ameaça que avança, quando na verdade retrocede!
Eles bailam magistralmente nesta farsa pegada, porque ambos se conhecem muito bem a si próprios e ambos estão borradinhos de medo e agoniados com o cheiro a que tresandam...
Putos! Crianças, grandes apenas no tamanho! Andaram neste joga joga, neste toca e foge, nesta fanfarronice canalha durante longos e extenuantes meses. Andaram até já não poderem mais com o medo..., para depois..., na primeira aberta..., nos brindarem com um espectáculo deprimente, no final do qual, como "Madalenas arrependidas..." se encontrarem frente a frente, como se fossem dois grandes e bons amigos de longa data, saudosos e a parirem a esmo, sorrisos, apertos de mãos e palmadinhas nas costas... Para trás..., como se nunca tivessem existido, ficaram todos os insultos, todas as canalhices, todas as palhaçadas com que mimosearam!
Ah! Quase me esquecia..., os espertos não têm palavra nem pinguinha de vergonha! Estas são outras duas das suas características.
Para finalizar, digo que eles apenas ascendem e sobrevivem porque são transportados em ombros por uma cáfila de espertalhões que estão à espera da primeira oportunidade para derrubá-los...
Mas! Mas... aqui fica um sério aviso: Os inteligentes nunca devem confiar em demasia..., às vezes..., é prudente cortar cerce o mal enquanto é cedo! A história é fértil em infelizes exemplos...

*Este texto foi escrito segundo os termos da ortografia anterior ao recente (des)Acordo Ortográfico.

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