O meu Médico de Família

A Medicina Geral e Familiar é reconhecida no nosso país como especialidade médica desde 1990. Constitui o pilar do SNS, desempenhando funções de prevenção da doença e tratamento da mesma, tendo, cada vez mais, altas exigências técnico-científicas. Muitos questionam “especialidade de quê”? De fato, o seu carácter holístico poderá causar equívocos.
Tal como o nome indica, a Medicina Geral e Familiar é a especialidade que aborda a saúde por inteiro de todos os elementos constituintes de uma família, conhecendo os seus utentes melhor do que qualquer outro médico. A verdade é que o Médico de Família realiza visitas domiciliárias sempre que necessário, observa-o quando está saudável e doente; irá vê-lo a si, aos seus pais, ao seu cônjuge, filhos e netos.
De todas as competências do Médico de família destaco como principal a prevenção da doença em todas as idades; daí que seja tão rigoroso com a sua alimentação, peso, atividade física, hábitos alcóolicos e tabágicos.
Acompanha a gravidez idealmente desde a pré-concepção até ao pós-parto, segue o recém-nascido e toda a infância com consultas periodicamente marcadas; vigia adolescentes e adultos saudáveis. Aborda saúde da mulher, do homem, da criança e do idoso. Com base nos protocolos nacionais, executa os rastreios de doenças oncológicas realizados em idades-chave, para os quais acciona um contato com o utente caso este não compareça na altura recomendada. É responsável pelo seguimento de diabéticos, hipertensos e todas as outras patologias crónicas, mesmo que o faça simultaneamente com os médicos hospitalares e, em momento algum, dá alta a um utente.
Ainda assim, nos casos de doença aguda é ao seu Médico de Família que deverá recorrer antes de aceder a uma urgência hospitalar. Arrisco dizer que ele irá resolver a grande maioria das situações, e as que não conseguir, tratará do melhor encaminhamento possível.
Por outro lado, responde a vários pedidos burocráticos inerentes à prática diária (relatórios, atestados, declarações). O Médico de Família é aquele que, muitas vezes, recusa renovar o pedido de receituário porque quer reavaliar o utente e duvida do benefício da terapêutica. Não raras vezes, rejeita emitir credenciais para exames de diagnóstico, pois sabe que os mesmos não são benéficos para o seu utente.
Mas, afinal, qual é a especialidade do Médico de Família?... A “pessoa”: desde o seu nascimento até a sua morte.

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