O pré-aviso duma catástrofe que se vem anunciando!

E se tivesse sido necessário evacuar os doentes que estavam internados no Hospital Distrital da Figueira da Foz, EPE?
Este pré-aviso, foi um pequenino simulacro da natureza apenas com vento e chuva, mas serviu para pôr a nu as debilidades e as fragilidades causadas pela falta dum PLANO DE EVACUÇÂO urgente de pessoas no nosso concelho, nas regiões costeiras ou em qualquer parte do nosso país.
Este “simulacro” pôs a nu a nossa impreparação para R-E-A-G-I-R-M-O-S a uma catástrofe!
Já várias vezes alertei sobre o perigo que é para nós a queda da “ VIEJA CUMBRE”, lá na Ilha das Canárias. Tal queda provocará um tsunami com ondas de mais de cento e trinta metros de altura que atingirá a costa do nosso território em menos de quatros horas e que arrasará cidades costeiras inteiras.
Denunciei a impreparação total das nossas populações costeiras para se defenderem e reagirem perante uma catástrofe daquela dimensão.
Os nossos governantes têm sido peritos e descaradamente ousados na criação de institutos públicos, organismos, divisões e subdivisões, de ministérios e secretarias de Estado, alguns com competências sobrepostas e repetidas, -que no seu conjunto acoitam centenas, senão milhares, de “ BOYS”-, com nomes e com siglas pomposos e que, por via disso, incutem uma falsa sensação de segurança na população mas que é uma segurança inexistente.
Vou dizer com todas as letrinhas: A maior parte daqueles “BOYS”, –esta palavra já está escrita duma forma arrevesada, mas se fosse “portuguesmente” escrita, daria um nome feio e nada lisonjeiro-, dizia, a maior parte daqueles “BOYS” arranjaram um emprego para “coçar a micose”, arranjaram um verdadeiro emprego, um daqueles empregos em que lhes basta acordar, verificar se os dedos dos pés mexem e, só por isso, terem o dia ganho. Está dito!
Ontem o “gigante” apenas soprou, despejou água do céu e trouxe um pouquinho de areia pegada aos pés e, mesmo assim, fez tantos, tantos estragos que hoje de manhã quando fui levar a Pi ao hospital para trabalhar deparei-me com: árvores de grande e pequeno porte derrubadas e inclementemente partidas, tombadas sobre carros, casas, montras e a cortarem ruas; vi carros com vidros partidos e inundados de água e areia por dentro; vi muros tombados, dezenas de placas de trânsito dobradas e destruídas; vi andaimes retorcidos e caídos a cortarem uma estrada; vi o jardim dos patos destruído e o lago atafulhado de frondosas árvores nele afogadas e os patos não os vi, e também ainda não sei da sua boa ou má sorte; vi um carro tombado; vi dezenas de contentores do lixo tombados e arrastados até baterem onde foram finalmente travados e vi o lixo, muito lixo, a passear…; vi grande parte da cobertura isolante dos tectos lajeados do hospital, dispersa por centenas de metros à sua volta; vi os barcos que enfeitavam as rotundas da Gala e da Cova completamente destruídos, tombados e até arrastados; vi as fiadas de tijolos sobrepostos que serviam de vedação aos campos da Cova tombados sobre a estrada e vi…, e vi…, e vi muitas mais desgraças e destruição.
Mas…, infelizmente não vi ontem, nem antes de ontem, nem vi muito, muito, mas mesmo muito antes de ontem uma efectiva acção protectora da nossa Protecção Civil.
Vi, plasmada e indesmentida, a ineficácia e a incompetência daquele organismo, ou instituto, ou sei lá o quê. Vi os serviços mínimos, vi os seus homens corajosos no tereno, vi ruas e acessos cortados com as suas fitas de proibição, ouvi muitos apelos para não isto…, não aquilo…, para não aqueloutro…, papapa…, papapa…,mas não vi e também sei que não existe:
- Um plano para a evacuação rápida, estudada, programada e ordenada dos hospitais mais expostos àquela tragédia, tais como o da Figueira da Foz, o da Tocha e o de Aveiro;
- Um plano de evacuação, naqueles sobreditos termos, para os lares de idosos da nossa região;
- Um plano para a evacuação ordenada das populações com instruções das estradas a seguir e das zonas a evitar;
- Um plano de acompanhamento radiofónico e instruções sobre a sintonização das rádios com planos, instruções e aconselhamento específico para cada zona;
- Aconselhamento e instruções para a organização dum kit ou duma mochila individual de sobrevivência, etc…etc…
- Afinal em que é que esses senhores andam a pensar? – Em que é que eles ocupam o tempo que lhes pagam? – pergunto sem querer ofender e sem que eles se possam ofender.
E se ontem, dia 13 da peregrinação à Senhora de Fátima, tivesse sido necessário evacuar o hospital da Figueira da Foz? - pergunto sem querer ofender e sem que ninguém se possa ofender.
- Continuem!…, continuem a assobiar para o lado….

*Este texto foi escrito segundo os termos da ortografia anterior ao recente (des)Acordo Ortográfico.

 

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