Preciso de dizer ao mundo que te esqueci

Preciso. Preciso de não o querer e de o querer. Tudo é tanto e tão pouco, um quase nada que se me torna tudo, tudo. E, esse tudo, só Deus e eu sabemos como me avivam e matam sem ninguém por fora nem por mim adentro, um todo, carne a carne, nariz a nariz, olho a olho, cabelo em cabelo, num choro e numa garganta que se ri, que se fala, que se consome e que não sabe o que é que há mais lá dentro.
Com o tempo aprendi a culpar-me de tudo e no fundo a não ter culpa de nada.
Quando não te vejo aquieto-me, quase sossego, sossego e sossego e ao mesmo tempo olho para uma mulher que me passa pela frente e digo-lhe sem que ela me ouça, não lhe dou essa oportunidade, não por déspota, é que não estou a falar dela, estou a falar de ti.
Tu és a mulher mais bonita do mundo, não tu, aquela que devias ser tu e que eu devia estar a olhar, a simplesmente a olhar.
Quando te vejo, por segundos sou o homem mais feliz do mundo, só por estar ali a ver-te, escondido em mim, depois sigo-me, segue-se o desfecho da cortina da tua luz, do teu humente calor, do teu antelábio nervoso que tanto me seduz, fico a frio, tremo, a medo de não te ver nunca mais.
Fico na saudade do que nunca tive, tu.
Preciso de dizer ao mundo que te esqueci, pode ser que ele um dia me diga,
se eu te esqueci.

 

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