Procrastinação, não!

Diz-me o dicionário que “procrastinação” é “Acto ou efeito de procrastinar. = ADIAMENTO, DEMORAR”

O meu percurso profissional e pessoal nos últimos 25 anos têm sido dedicados a projectos nas áreas da inovação, da estratégia, da criação de empresas, de empreendedorismo, ou seja, a criar valor ou a ajudar a alcançá-lo.
Tudo aquilo contrário a acções de procrastinação.

Chegámos claramente a um ponto de não retorno.
As ondas de mudança estão aí, já fazem parte do presente e rapidamente se transformam em passado recente. O futuro é hoje mesmo!
E para o gerir necessitamos de pessoas que reúnam entre si complementaridades multidisciplinares que consigam, sem grande esforço catalisar uma diversidade de projectos em várias áreas que, no seu limite, concorram para que o concelho ultrapasse esta névoa de desenvolvimento em que está envolto à tempo demais.

Mas o concelho não necessita de um futuro qualquer. Necessita de um futuro SUSTENTÁVEL, ou seja, baseado numa estratégia sólida, numa visão coerente com as tendências globais e alicerçado em projectos de valor acrescentado nos três sectores de actividade. A diversificação reduz os riscos.

As cidades que se queiram afirmar têm que convergir para um modelo de atractividade onde a concentração de capitais humanos, tecnológicos, sociais, culturais e outros lhe confiram uma diferenciação única e com isso possa haver uma maximização de valor.

Temos que trabalhar a visão e a agenda estratégica do concelho baseadas na interpretação das tendências e conseguir o nosso espaço no contexto geo-estratégico regional, numa primeira fase, e nacional numa segunda.

Para isso teremos que ter capacidade de gerar valor através da dinamização económica. Criar empregos. Fixar pessoas. Evitar que os actuais fregueses sejam forçados a migrar (como tantos outros nos últimos 10 anos), e com isso descapitalizar o já delapidado concelho.

Temos sempre 4 opções: A passividade, a reactividade, a proactividade e a interactividade.
Claramente que já escolhi o posicionamento que gostava de ver impresso.

Actualmente denoto que o concelho é desinteressante para o investimento privado e a cidadania está claramente afectada pela perda de oportunidades. José Mendes, no seu brilhante “O Futuro das Cidades”, chama a isto o conceito de “não-cidade”

Olhando para os casos de sucesso, e já temos muitos em Portugal, vemos um denominador comum em todos os projectos liderados quase sempre pelo Presidente da autarquia e pela sua equipa mais próxima. Têm uma estratégia efectiva, têm uma visão compreendida por TODOS e há um compromisso e uma comunicação quase horizontal entre eleitos e eleitores.

E as diferenças saltam à vista. Não há milagres.
Fundão, Braga, Lisboa, Porto, Covilhã, Águeda, Abrantes. Amarante, Castelo Branco, Guimarães etc..

São urbes que apenas diferem do nosso concelho pela dimensão e porque um dia, os seus autarcas souberam ver para além de uma bruma e arriscar tudo nas pessoas. Porque as vantagens competitivas criam-se e os recursos endógenos são trabalhados com objectivos bem claros e focados.

Não precisamos de jargões, de WebCities, de SmartCities. São conceitos muito importantes, MAS antes de tudo isso necessitamos de saber para ONDE VAMOS.
Sabemos claramente onde estamos! Ou onde NÃO estamos.
Sabemos também como lá chegar.

Agora, enquanto não houver uma mudança RADICAL de paradigma, todos os caminhos alternativos levar-nos-ão ao mesmo destino. A lado algum.

 

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