Samicas de caganeira

“Porque hoje vou voltar ao carnaval”- diz ou dizem os Capitão Fausto num poema chamado “Boa memória”.
Memória é o processo de recordar conteúdos aprendidos que são APRENDIDOS para serem depois armazenados e utilizados em momentos posteriores – diz ou dizem dois livros de psicologia do secundário.
Sobre a memória esse ou esses livro ou livros, dois, um, tudo tão rudimentar como a minha “guerra e paz”, o livro mais pequeno da história. Está lá tudo maior e mais pequeno do que as versões que existem como tomos, ditos por uns (,) grandes.
Tolstoi, o Bonaparte. Desse livro também humildemente posso e já falei horas. Ao meu pai. O pai das horas. Há horas. Há horas. Com e sem arte. Borras de café só me existem com ele e um dia ninguém parte. Um "café com arte", como havia da cantora Inês, na Elísio de Moura.
Bonaparte sabia de tudo e se detestava uma coisa nesta vida era a mentira. Sabia da coligação de Áustria e da Alemanha e perdeu a guerra de propósito. Ganhar uma mentira é perder a verdade. Depois de ler “a guerra e paz”, percebi “ a verdade ao amanhecer” de Hemingway. Matou-se, porque detestava a mentira. Acordar a mentir é matar o dia, sei por eles e por mim. Hemingway, em busca da verdade foi para África, tenho vários dele, dos meus pais e em todos categoricamente vejo que ele não mentiu em nada. Quando um dia, no clube inglês de caçadores, um que veio da Europa (como és tão pequena e achas-te, sua palerma) foi feito estrela de cinema, porque já tinha nome por meia dúzia de vezes num jornaleco da moda ( por favor leiam o Figueirense, não por mim, não pela Figueira, não pelo euro, não para andarem a passear debaixo do braço feitos intelecualóides ranhosos e medíocres, por vocês ( agora até percebo as IURDS , quando não se acredita em nada até num…ámen ) modas vão e vêm e a Figueira está cá, só li a última tiragem, sai às quintas todos os meses, obrigado a quem a faz, a quem a lê e a quem a escreve, obrigado às Zés e Cátias desta mãe que tenta tanto ser terra ) foi em seu alcance para uma fotografia e umas linhas de caca, suponho, supor é como comer sopa e não saber que como comê-la com garfo, eu sei porque já comi uma sopa que para ser comida tinha de se usar um garfo, eu a “soupar” que era tudo doido ali, no Algarve, sem um tusto e feliz da vida de gravatinha numa Távora redonda. Lá estava o Sr. Director, a Primeira e única sua dama, o Doctor love, O M&M s (o segundo da minha vida, de nome e carácter igual, isso é ser sósia, ou sócio (um sócio se não for assim, nós nem à porta das finanças conseguimos chegar porque o sacana esqueceu-se da password, da senha, do número de contribuinte da empresa, isso pode ser pior que ir pagar um almoço à nossa mulher ou à secretária que vamos casar com o nosso estagiário, às escondidas), a Sophia de Mello Breyner, que ainda agora me disse que passo a vida a fugir dela (aprendi poesia com ela e ela ainda não percebeu, diz que eu tenho um toque para aquilo, ela tem a dança da mãe do Miguel Sousa Tavares que ama “cebola crua…” ( grande livro, também ainda não o acabei ) e a minha Maria. Maria de nome e maria porque é a típica mulher algarvia em tudo, achava-se feia e é tão linda que me dói ela não o se saber, nunca lho disse, não se tem de dizer, somos todos bonitos quando queremos, não há cá roupas, relógios, sapatinhos, perfumes ou casas e carrinhos, viagens e jantarzinhos. A Maria era e é doida por um amigo meu, ainda, típica mulher algarvia, a mim não me enganas, Maria! ( viva ao EURO!!!... a maior doença do ser humano chama-se “desculpite”, eu consigo arranjar profissionalmente para mim e para os meus, desculpa para tudo e é a mim que tenho de dizer: Ivo, vai ao lago e volta ) sim, o nosso coração de balão a tentar voar para cima e para baixo ( assopra a sopa ou a casa vai abaixo ).
(os balões também voam, para baixo, se conto ninguém se acredita)
O “ caçador “ matou-se quando teve de mentir, quando teve de dizer que ele não era ele ao badameco sensacionalista. Com uma caçadeira. Sentado. Só se sentava quando estava cansado “ há lá coisas “, diz-me um anjo feminino que é director(a).
O “ Bonas” esteve em toda a parte, viu tudo. Uns viram-no, outros não e, chateadíssimo dava ordens sem olhar para os bivaques ( sabia a légua quando e porque é que eles não funcionavam, por exemplo ). Guerras de amuos violentos e congratulados de um primo e o amor de outro que o salvou, que por exemplo foi para lá, para aquele espectáculo de teatro ( todas as guerras são isso, “ 7 homens em guerra” de Marc Ferro, ensinou-me isso , todos grandes senhores e todos palermas, esses 7 ) o coseu à unha e não sabia nada de enfermagem, era o primo dele. Tolstoi é mais, tão mais como o areal da Figueira com palmeiras e trotinetes e o sem-abrigo que lá dorme. Talvez, tenha uma “Ressureição”, também a de Tolstoi? Pergunto-me.
Ou irmão? A mesma coisa. Não vejo nem nunca vi diferença nenhuma entre um primo e um irmão. Ademais, sou primo e irmão de uma educadora. Irmãos de leite. Sequei a minha mãe e a mãe dela. Até hoje, porque tinha medo, os seios de ambas secaram, vai ser assim até morrerem um dia ( a baixinha dos Simpsons tinha medo e salvava o dia ) lá onde a avenida toca músicas da nossa cidade com colunas baratas onde toda a gente vai e não ia, não vai e ia.
Toda a gente e ninguém conhece a figueira. E, de Coimbra ela não é filha.
Um dia um puto borrado de medo entra-me na José Falcão, tinha-se inscrito no Dona Maria mas por motivos de adereço postal foi parar à sua segunda escolha, ao Lobo Falcão.
Esse puto já estava praticamente chumbado por faltas e ainda não tinha ido a nenhuma aula. O seu ano ainda não tinha começado. Tinha ido de férias para Palma de Maiorca. O caraças do puto queria uma AJP 50, vendiam-se na altura, em 98, em frente ao Jorge das Benellis de agora, ( mota linda, porra, com um akrapovic, venham elas, também já vi uma com um akrapovic e já tive akrapovics e o Jorge é que sem me levar quase tusto, arranjou três, duas mal sem lhes mexer, de joelhos e boné na pinha ( lindo, eu não digo que tenho de ir subir árvores outra vez ), chumbou por faltas porque estava a trabalhar, 4 meses sem folgas, sem o saber, soube-o em Palma. Há horas, Há horas. Querem ver um homem a trabalhar como ninguém? Paguem-lhe todos os dias o pequeno almoço, comprem gel para a pinha dele, chamem-lhe Ivinho, emprestem-lhe um Gonçalito para ir à praia de manhã com um boné igual ao seu de outra cor e uma dona Ana a ligar e a descer , para ele parar (de aprender a sós com os livros do bar, do meu bar, do nosso bar, figueira) e comer comida da boa, feita por ela!
O que é uma aula? Venham cá a casa! Tenho dois excelentes professores, por cima tenho outro, um “bicular”, com este nome, esta terminologia inventada por mim, quero dizer que a vida o ensinou a fazer-se de bruto, oh gente da minha terra, querem ter medo? magoem-no e fujam por toda a parte e um dia ele aparece, Um Bonaparte! . Tão certo como o Charlie que quer mimo agora e eu dou-lhe espaço porque estou a escrever. Ele não é o Brutus dos desenhos animados ou da mitologia, bem apanhada na BD, by way, tem um sensibilidade que não sabe o mundo “Esse jeito estúpido de te amar”… a mulher dele tem medo de ser minha professora e é e foi e será sempre porque tem medo de se e me falhar. O professor é o que é profissional a confessar o seu conhecimento aos seus alunos, o resto é balelas.
Educar é à chuva e ao sol e ao vento. Ensina a “besta quadrada” a toda a gente nesta figueira.
A irmã é a “Olivia Palito”, a única tagarelas da pocilga como eu, by the way, ensinou-me no Porto a fazer uma sopa com um euro, um euro. “ Há la coisas “.
Esse puto estava chumbado porque quando começou o ano ainda trabalhava e, depois foi de férias e só soube que ia no fim, de cabelo amarelo e um sorriso lindo e feliz, todo catita da vida.
A primeira aula que entrou, para comemorar o feito, de história ( conjunturas sócio-demográficas aprendi com o professor que está ali no quarto a ver camiões no telemóvel, nas conjunturas é sempre a mesma lenga-lenga. Muda-se o nome do pais ou continente, dos meios de transporte, dos inventos ou intentos, dos reis, dos mercados, dos escravos, das pestes, das guerras e muda-se a data, de resto é igual. Tinha e tenho livros de história que mãezinha, comprados a punho pelo prof. Caríssimos , se digo o preço para a altura, ninguém se acredita.
Lambi-os todos e um dia ao almoço, ia ele para um julgamento todo sério, em segundos percebeu a minha aflição e puff ( conjunturas explicadas para toda a vida, já lá vão 21 anos ).
Pintou o cabelo de azul. Bom dia, disse ele, ponha-se na rua!
Na aula a seguir de francês com o cabelo roxo, fizeram-lhe uma pergunta de baguete e ele respondeu : Je ne parlais français, je suis português!! Ponha-se na rua.
Um dia, deu uma desculpa, disse a uma colega para dizer à professora de português ( teve duas no lobo, a primeira é que era ) que estava com diarreia e não podia ir à aula.
A professora, velhinha e linda disse: Oh, temos na turma o samicas de caganeira! Uma personagem que todos conhecemos, certamente do auto.
Mais tarde, rapou a pinha à Gillette, o boné colava à cabeça assim como ao casco do touro.
Era o rei dos coitadinhos, dava porrada nos que faziam mal aos seus desprotegidos. E, ao mesmo tempo, aos coitadinho, porque assim se achavam, picava-os na cara para eles ganharam força e ganharam. Força.
Uma vez até, porque um caramelo nerd em sua casa em vez de se estar a contentar com o pifaro do andar de baixo, estava a gozar com um amigo seu que também estava em casa de noite ( o sacana do puto conseguia fazer abrir e fechar o leitor de cd´s do pc do seu inimigo virtual ), esperou-o à porta da sala, virou-se para a professora e disse que ia espetar um atesto no puto e assim o fez. O puto estava no ar a levar “ a lambada “.
Uns tempos depois, desistiu, não dormia, será que esse rapaz algum dia vai dormir?
Perdeu o medo por amor e fez o que pode e o que não pode e estudou.
Um homem e um puto por amor fazem tudo, até quando têm medo do amor e de amar e, toda a gente tem medo deles ( como nesse caso desse puto no Lobo, do maior ao mais pequeno ), porque quem ama, apanha samicas de caganeira.
Dona Maria, amei-te tanto. D toda e qualquer maneira.

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