Serviço militar nos jovens, sim! Obrigatório, não!

Recentemente veio “à baila” o assunto do regresso do serviço militar obrigatório, o que para mim faz-nos retroceder mentalidades, ainda por cima num governo dito de Esquerda.
É preciso ter consciência que estamos na NATO e isso acarreta responsabilidades. Todos devem ser inspecionados sim, porque passam para a reserva e deve o país ter a radiografia da sua força. Mas não pode obrigar em tempo de paz os jovens a irem para a tropa!
A exposição deste tema surge numa altura curiosa, será o regresso desta medida uma convicção genuína do Ministro da Defesa, ou será apenas um foco de distração para o mistério das armas desaparecidas?
Penso que este assunto tem de ser analisado em várias frentes, nomeadamente se o melhor para o País é voltar a obrigar os jovens a ingressar no serviço militar obrigatório.
É certo que existe falta de efetivos nos quadros das Forças Armadas, no entanto vivemos num Estado democrático e esta obrigatoriedade é um retrocesso enorme na liberdade de cada um. Temo que esta medida afaste ainda mais os jovens da política e o respeito pela classe política passe do zero para – 5!
Se existe necessidade de reforçar os quadros, por que não tornar a carreira militar mais atrativa?
Se a resposta do Sr. Ministro da Defesa passará por dizer que existem milhares de jovens que não estudam nem trabalham, estando assim desocupados, a mesma questão que levantei em relação às carreiras militares, levanto agora em relação ao ensino. Por que não repensar o sistema de ensino? Os alunos não podem ser apenas números, nem as escolas apenas um edifício com salas de aulas, é preciso repensar o “modus Operandi” da educação em Portugal, é preciso orientar e acarinhar os nossos jovens a construir o seu futuro, porque só assim temos o futuro do País assegurado!
Saliento que não sou contra o regime militar em jovens, muito pelo contrário, cada um tem a sua vocação e sem dúvida que servir o País é de louvar, mas no regime de obrigatoriedade, NÃO!
Admito que seria uma boa solução que os jovens pudessem nas escolas receber instrução militar básica, em ações ministradas nas interrupções escolares em períodos não superiores a 2 dias. Agora tropa obrigatória? NÃO!
Preocupa-me o silêncio constrangedor de algumas Juventudes Partidárias. Caso este assunto avance, será que vamos ter Juventudes - que dizem defender os jovens - a ser a voz dos jovens e estar do lado certo da história e quando precisam de estar verdadeiramente ao lado dos jovens não passam de “Yes Boys”?

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