Solidão!

Não a sinto quando estou a sós comigo.
Sinto-a, fechado no meu vazio desencontrado.
Comigo,
rio-me, penso e sou feliz!
Desencontrado,
procuro-me nos meus labirintos,
perdido nos minutos de negra tristeza,
onde nem me chega a luz mortiça.
Comigo,
a luz é forte,
brilha luminoso sol,
voam notas musicais,
soltam-se ideias felizes e ideais…
Desencontrado,
na sordidez da solidão,
na sua baixeza emocional,
na dor que sinto sem entender,
naquele incómodo que me precipita a fuga
no desnorte acelerado,
sofro o ferrete amargo espetado!
Comigo,
sou verdadeiro amigo meu!,
há labuta e letras juntas,
há luz na luz,
há criação e doces devaneios!
Desencontrado,
é noite, porque sem mim em mim,
não há dia.
Comigo,
sou dia de mim feliz e,
felizmente,
é muito mais do que meio por meio,
mas,
mesmo assim,
a noite pequenina,
e muito menos do que meio por meio,
dói-me muito,
nela sinto-me vazio, só e
desencontrado!

*Este texto foi escrito segundo os termos da ortografia anterior ao recente (des)Acordo Ortográfico.

 

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