Suna (O culpado sou eu. E digo bom dia)

O dia inaugura-se, por aqui. Desadormeço-o em timbres de córion empurrada em voos e despiques em plena e harmonizadora vertigem. Enquanto olho para toda esta esplanada, tento repensar toda esta nave, o porquê de precisar de todeiro nela, de tanta fuligem. Digo-lhe bom dia e não lhe digo mais nada. Mando-o dar uma volta enquanto lhe digo, que raio fazes tu aqui. Quero saber porque estás aqui, já que mais nada deste mundo, o que me dizem, na realidade dizem, em relação ao facto de eu estar aqui. Bom, ainda bem que estou só eu aqui.
Mentes, conquisto capturar ao de empréstimo, niquice suna noctívaga, essa mescla de demagogia monocórdica, vinda de entropia imprópria, não há, nunca houve ou vai haver, noite que para ser distinta tenha de ser ela própria. Que mais quereria eu, que ao de fundo uma porta e por ela toda, sem mais nada de prototípico, uma maçaneta arredondada á mão, para mim, mais uma marreta escondida. Não há janelinha depois da sala? Todos a querem e todos no incaico da sua feitura não a pedem. O que disto deduzem? Aqui? Eu tinha dito ali? E, por ela abaixo uma falésia de noticiário já sem porta á vista, todo o preso quer um ideário fora de suna, que sinopse dizia aquele depósito? Que a porta e a sala na janela se usem!

Atravesso tudo o que não começo, teço tudo que não conheço, meço o que não estabeleço, pois, pouco peço ao que ainda de olho entreaberto a mim e a mim só peço e peco. Em Eco ou no Beco? Como preferem quando se mentem, ao certo?

Tenho dez minutos ainda, para pensar no tempo, e o que é a vida? Temos tanto medo de perder o tempo que até colocamos uma anilha digital no pulso. Um controlador hérnico, um adeus eu, olá outra coisa qualquer, sem mim, de nada gosto. A acracia, posso? Há por aí boa música? Em que silêncio me vim meter. Que dia é que eu vou passar a pensar em tudo,menos no trôpego esofágico refúlgido, fugido de tudo, num corre-corre ou num devagar, até suna num outra vez, me levar? Este dia é como o vento, trás e leva e não me diz com que argumentista falou para que se confesse. Daí o bom e o mau tempo. Digo. Diacrónico é o pároco, nesse tão nosso sincrónico lamento. Diz.

O culpado sou eu. E digo bom dia.

Instinto dionisíaco, pensar em demasia? Dizem. Um, para o mal e todos os outros arco-anjos para o bem. Que mal que faz falar a verdade no que paraíso é verdade, tem. Dizem.

Estes são os meus princípios, se não gostar, tenho outros. E digo bom dia. Afinal, todos dizem.

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