SURF’S UP!

Tem subido de tom a controvérsia gerada em redor das obras previstas no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Sustentável para o concelho. A grande discussão tem a ver, para além do aspecto arquitectónico, com a pertinência das mesmas, tendo em conta os locais escolhidos, zonas recentemente intervencionadas, quando existem outras áreas mais necessitadas.
Não se discutindo a bondade dos P.E.D.U.S., integrados no âmbito de políticas europeias em defesa do ambiente, certo é, a reboque duns conceitos de moda e de circunstância, como sejam, “mobilidade suave”, “pedonalidade” e “descarbonização”, angariam-se e distribuem-se largos milhões (provenientes de fundos comunitários) por clientelas ligadas à construção, ao mesmo tempo que se insufla o ego de autarcas, os quais, independentemente da qualidade do projecto, sempre poderão dizer no final do mandato que deixaram obra.
Por cá, são muitos os exemplos do mau aproveitamento das verbas disponibilizadas, sendo um dos casos de maior excentricidade, a obra da frente marítima de Buarcos, onde parte do valor cabimentado destina-se a custear a deslocação (!?) da rotunda do pescador alguns metros para Poente, assim como, a substituição duma grande área de calçada portuguesa (mundialmente referenciada) que reveste actualmente e caracteriza a nossa belíssima marginal por um outro tipo de pavimento.
No entanto, nem tudo são más notícias! Na obra prevista para o Cabedelo, em boa hora, a autarquia decidiu integrar um projecto assinado pelo arquitecto figueirense Miguel Figueira, candidato ao orçamento participativo do Município.
O referido projecto, assenta numa ideia simples, mas genial, aproveitando o excelente anfiteatro que é o molhe sul para a colocação de iluminação artificial na praia do Cabedelo, permitindo a prática do surf e outros desportos de ondas durante a noite.
Tive o privilégio de ter participado e acompanhado no arranque da prática do surf no país há cerca de 40 anos atrás e posso assegurar que no início dos anos 90 fazia-se surf no Cabedelo até quase à meia noite (enquanto vigorou o polémico fuso horário cavaquista alinhado com o da europa central onde o céu escurecia por completo perto das 24.00h e às 9.00h da manhã ainda era de noite).
Só que agora tudo será diferente. A iluminação artificial alarga a possibilidade efectiva de se fazer surf durante as 24 horas do dia, permitindo que o Cabedelo, a Figueira da Foz e a região, por força da singularidade deste projecto, apresentem um novo e extraordinário polo de atractividade, não só na vertente turística, mas também enquanto infra-estrutura de apoio à prática daquele desporto, o qual, é bom não esquecer, fruto duma larga e crescente popularidade mundial, sem paralelo, passa a ser modalidade olímpica já nos próximos Jogos Olímpicos de 2020 no Japão.

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