Talvez qualquer coisa portuguesa

Olha para o calendário
repete por favor, procura desvios
É o amor de uma semana
É uma cidade, terra serrana
São sonhos que te via e queria
vejo que estou no início do ano, do mês, do dia, esplendores entreolham-se, quem por mim passou
e tantos hinos escrevia
É a minha paixão de noite e o meu amor de dia
acontece, sem mais explícito seria
encorpora a história que não me termina, sem besta, sem basta
quando te leio, ideias são
que mo és? espólio eterno
Fascínio que ilumina a minha
alma alí tão longe e tão perto
Doravante dona sem fim
águas no deserto
Como que nos pontos de terras entre si
encostadas a um punhado de ideias, num caderno, a um lápis, a uma borracha que birra em gemidos de prazer, bem hajas lusofonia
ideias a voar numa lambreta
a um único lugar, partindo de viagem sem ideias de lugar
no corre corre da caneta
a cadernos sem fim, até onde sem ti eu não ía, nem saber dizer a qualquer coisa que sim e deveria
Alí, onde começa a trabalhar em
toda a cidade
respira-se de esperança, és muito senhor, muito senhoria
que a loucura infante portuguesa
Seja por toda a família lida e relida
doída artilharia
dando a um louco a possibilidade de ser tudo e de ser nada
Quem me dera ler um mundo contigo
acreditar e só acreditar
mais nada eu queria
nesse barco que bate nas portadas das marés
É além, é aqui, é aquilo, que dizer eu deveria
tão perto de sangue sustenido em beleza e tremor, por erros em castigo.
Contigo tudo é. Também. Comigo. Será. É e seria. Um português que te escrevia.

 

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