Telefonia

Meu nome completo escrito em bonita cartolina branca de cor pura, a vila mais entrópica, gato que me mia, gato que me sopra, gato que se pendura
germe que pompeia a bailaria da anomalia, grão liberto para uma vida
cartão de usuário de garça de biblioteca de lombadas de esquisitos que eu ia
inquilina da minha contradição
de tempos adustos de horas
gastas em visita
de janelas de orquídeas beijantes nefastas de vida
meu céu que se me despega em respostas que me liberta e me prende em flagrante ignomínia não fora dita
meu chá rosa bulico pétala quente
minha quimérica bola de sabão que me sacode e que me sara na hera da pele pregada peregrina
Um dia vou pintar o céu a cru com
milhares de truques no peito em
poses e apelos
sentirei as asas ao vento agarrado em
anjos caídos e num desfeito
essa autonomia funcional que os desmotivaria nesse acordo final
em retoque de céu rasgado
tão que se sente, bate o martelo forte, forte
no coração quente, preso, pintado de querida conforme conversamos segue em anexo tudo que você já sabia
quero saber como funciona o sistema de controle de acesso à mente
Bucólicas de cristal e cartas de futuro não respeito, tento merecer melhor sorte ou tento
Futuro sem Imaginário não chega a eloquente
eu atentamente
eu vento não seria
esse barquinho preso de papel
pelos sopros de uma vida
sou lindo de feio
hoje o dia nasce e
será que a operadora também se mente nos respiros que ela tenta ilustrar e não diga
posso acreditar em tudo
ou simplesmente o incrível imaginar
cada detalhe de sonhos em relação onde eu ia
nas telefonias que não nunca eu tente ou imaginaria
ser um ao de pouco rarefeito, natural reluzente
esferográfica no fumo que passou
com o meu nome
será que só na telefonia que todo o histórico mente, eulogia?
a tua boca quente, de saliva melanina, pastilhada de cigarros de mentol para mim portuária picardia
encostada nas configurações de cada telefonia que acredita toda no mesmo deus e quem o diria
que tremendas garças e confusões
apago a luz em cada série inquieta repetida
Meu nome
preciso do telefone aqui
sem o seu corpo, sem a sua fome de voz de osso, de carne moída em arte na ponta da língua
quem atende falou
em ilhéus de ilusões perdidas
nem para Honoré de Balzac eu me ser queria lista fonética ou dicionário que o simplificaria em ética ou estética
estoura a lista da telefonia
Toda a borboleta voar deveria
Meu nome
Perdeste-te numa ilha de Coetzee perdidamente achada de perdida
Que espécie de eulogia bonita
Chove na ilha
Não me escrevi mais porque mais não nada eu sabia
E quem o diria

 

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