Tu das mãos bonitas

Tu das mãos bonitas.
Tu que as poisas por aí. E, de vez em vez, por aqui. Como tudo é tão nosso, quando nada se nos aponta... vias e morri!
As mãos, as mãos que me tocam e estocam, que nas minhas teimosias dançam por mim. São as que me pensam. As que me escrevem. As que me amam, até mais sim. Sim e sim e sim.
Oh fúrias! Oh salvas! Oh palmas!
Tu das mãos bonitas.
Quem melhor me conhece que as pálpebras das tuas mãos frias?
Tu das mãos bonitas. Sim tu. Ínfimos cálculos preenchem o teu pincel.
Culto não sou, nem é esse o meu papel. Estranha esta dicotomia. Parece que tenho intelecto e, no entanto, paro em todo o babel.
Tu das mãos bonitas, tu das mãos bonitas, dá-me a tua mão.
Vamos juntos ver o céu. O resto, o resto são meros "toques".
Quando a luta acaba, começam as tuas mãos. Ser, é nunca bater todas as palmas. Existências, são tuas as mãos bonitas. São? Não são? O que achas?
Tu das mãos bonitas, poisa-as e dá-me o teu coração.

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