Tudo na vida tem um preço!

Tudo na vida tem um preço! Esta é uma daquelas frases tantas vezes repetida que chega a perder o sentido. É uma daquelas frases que se dizem sem se pensar no seu real significado. Ela tornou-se numa verdade de La Palice. Contudo, torno a repeti-la para que ela readquira o seu verdadeiro alcance: Tudo na vida tem um preço!
É verdade! Tudo-na-vida-tem-um-preço! Pagamos um qualquer preço por tudo! Pagamos um preço pelas nossas opções e pagamos igualmente um preço por não optar optando, porque mesmo quando julgamos que não optamos, acabamos por optar e isso também tem um preço!
Passo a explicar-me!
Numa determinada altura da minha vida, cheguei a uma encruzilhada. Nela, deparei-me com três opções: A primeira seria a de parar, não optar. Parar apenas. Pararia. Ficaria por ali. Especaria. Perder-me-ia, deixaria chupar-me por um vórtice que me arrastaria para os tenebrosos caminhos da insanidade mental e, mal ou bem, pagaria o seu preço; a segunda opção seria a de continuar a trilhar o caminho da GANÂNCIA e da VAIDADE que inconscientemente vinha trilhando e que me levaria a pagar o mesmo preço que vejo salgados gananciosos e outros vaidosos pagar; a terceira opção levar-me-ia a mudar de rumo, a optar por novos valores, a despir-me de mim, a crescer para baixo, a libertar-me e a escolher ser L-I-V-R-E e, com essa escolha, vir a pagar o preço que se paga pela L-I-B-E-R-D-A-D-E!
Optei consciente e declaradamente pela terceira via! Mas..., como tudo na vida tem um preço, estou a pagá-lo. O P-R-E-Ç-O D-A R-E-N-Ù-N-C-IA- é tão caro, tão caro que pouquíssimos se atrevem a tentar pagá-lo!
A renúncia vem embrulhada em camadas de ar puro; em camadas de sentimentos limpos; em floreados de pensamentos livres e dignos; vem livre de obediências e servidões a mentes obtusas; vem liberta da agonia provocada pelo convívio forçado com corruptos, com hipócritas de cerviz dobrada a favores e oportunidades sórdidas; ela vem coberta de simplicidade, vem livre de vaidades saloias, vem livre de de frustrações por não possuir aquilo que outros obrigam a possuir para ser-se aceite numa vivência sem vida digna.
Continuo a pagar o alto preço da minha liberdade! Diminui-me, despojei-me de quase tudo para que pudesse vir a caber no único espaço que é absolutamente meu e que partilho apenas com quem quero. Esse espaço assaz pequeno, tem o perímetro da minha caixa craniana e a sua respectiva cubicagem. Contudo, basta-me! É tudo quanto necessito para ser (-me) feliz e livre.
Escrevo livremente! Quando escrevo mostro-me! Atrevo- -me! Sou! Descubro-me a escrever. Quando escrevo SOU!, ... aquilo que escrevo de mim!
Quando escrevo mostro-me! Atrevo-me! Sou! Exponho-me à inteligência crítica (o que me faz sentir maior e melhor!) e exponho-me, igualmente, à opinião escarnecedora de determinados técnicos superiores à custa de não sei quantos favores que são incapazes de escrever um gatafunho, mas que disparam boçalidades e imbecilidades com intenções destrutivas e que escondem apressadamente a mão que atira as pedras...
Porque continuo a pagar o alto preço da minha liberdade! Escrevo livremente! Quando escrevo mostro-me! Atrevo-me! Sou! Descubro-me a escrever(-me). Quando escrevo SOU!, ... aquilo que escrevo de mim!
Tudo na vida tem um preço! Eu pago um alto preço para ser L-I-V-R-E!
EU SOU LIVRE!

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