Vamos salvar a Naval! Vamos fazê-la renascer!

Concidadãos figueirenses, então?!?

De que fibra somos feitos?!?

Será possível que, impávidos, deixemos sucumbir um clube, deixemos sucumbir uma instituição que quase tem cento e vinte e cinco anos de idade e tem igualmente uma linda história?

Será possível estarmos dispostos e conformados, por laxismo, por comodismo, por questões relacionadas com inconfessáveis quezílias, por mesquinhos interesses, que por franca incompetência e por declarada inépcia doutros, estejamos dispostos a espezinhar os sonhos, o trabalho, a dedicação, as glórias daqueles que, desde os nossos bisavós até ao atleta atual, mais novo e mais tenrinho, que com sonhos e orgulho sua as navalistas cores?!?

Chega!!!!

Eu não sei qual é a dimensão júridico-financeira do problema da Naval, mas sei, por provas dadas, que “ sempre que o homem sonha o mundo pula e avança”. Com o sonho, o mundo avança e pula ao ponto do homem já ter pisado a Lua. Com o sonho, o mundo pula e avança ao ponto do homem retirar um coração quase morto dum corpo a morrer, para nele introduzir um coração retirado dum corpo já morto e, desta forma, fazer reviver o homem e os seus muitos sonhos.

Posto isto, permito-me perguntar: qual é a dimensão do problema jurídico-financeiro da Naval perante os problemas financeiros, jurídicos, técnico-científicos, perante a dimensão da querença e da crença, perante a determinação e motivação que foram necessários para consumar aqueles dois sonhos?

Senhor Presidente da Câmara Municipal do Concelho da Figueira da Foz, este é um problema cuja resolução passa por si, pelo seu empenho e determinação. A esta “partida de xadrez” não pode virar as costas. Tem de jogá-la a partir da disposição em que encontrar as peças. Esta partida tem de a vencer! Nesta causa ninguém pode lavar as mãos. Pilatos, estória de péssimo exemplo e consequências, não se pode repetir!

Senhor Presidente, V. Exa. é a pessoa certa, no momento certo, no lugar certo e na hora certa, para atacar e solucionar este problema! Por isso, certo de que expresso o sentimento e o querer de uma grande quantidade -senão da maioria- dos nossos concidadãos, exorto-o a arregaçar as mangas. Avoque o processo, tome-o nas suas mãos, a bem da Naval e a bem deste Concelho. Mostre a sua fibra e escreva, com esta oportunidade que a estória lhe está a dar, uma das páginas mais honrosas e luminosas da estória do Concelho! Carimbe nelas o seu nome, carimbe-o na estória da Naval-Renascida.

Senhor Presidente, exerça a sua autoridade, determinação, influência e saber, congregue nesta tarefa as forças económicas deste Concelho, forças essas que são muitas e poderosas. Convença-as da bondade, da utilidade, da razão e do retorno económico e, também, do retorno a nível social, desportivo, publicitário, turístico, etc... A Figueira da Foz é, por excelência, uma zona de lazer com potencialidades incríveis onde pontuam o desporto e a diversão. Muito já se fez, mas muito mais há para fazer!

Senhor Presidente, faça da Naval-Renascida um pólo de desenvolvimento das potencialidades do desporto e de toda a indústria que ela arrasta consigo, tanto no comércio como na formação e na implantação de novas modalidades desportivas no concelho. Porque não um centro de estágio e uma escola do desporto agregados, com evidente e rotundo benefício, na criação de empregos e atração turística? Começando um projeto praticamente do zero, sem remendos nem remendinhos, tudo gizado e tudo conveniente e previamente pensado e planificado, nem sequer é necessário inventar nada, apenas é necessário fazer tão bem ou melhor que os demais, que pegaram no já torto que tarde ou nunca se endireitará. Temos neste concelho bastante massa humana com muita massa cinzenta e de primeira categoria.

Senhor Presidente, tudo isto é exequível, e nada disto é fantasioso lirismo. Bifurcou-se-nos o caminho: Podemos seguir pelo Caminho-do-Sonho-e-Fazer-Renascer ou podemos seguir pelo Caminho-do-Sono-e-Dormir-e-Deixar-Morrer.

Termino como comecei:

Vamos salvar a Naval! Vamos fazê-la renascer!

Concidadãos figueirenses, então?!?

De que fibra somos feitos?!?

 

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