rio tua

Beijo um floreado meio engraçado
neste parque de diversões eunuco brincado
Uma gaivota pula

Queria dizer mais
Queria dizer tu

afinco de terra que molho
possível retrato de vaso insuflado
Queria dizer mais
Queria dizer tu

A minha pele na sua
Até que uma arrefeça
Onde peças avulsas
nadas
Vagarosas
Até ontem bruma
Vasos&Vazas
Ideias minhas, ideias suas
Sonatas e serões

Queria dizer mais
Queria dizer tu

é tanto sem nada
E come sem boca
sem problema artífico
de arte-alguém
Olhos que tenho visto
Planto corpo a corpo
Sementes, sémen

Queria dizer mais
Queria dizer tu

num cálice quase de Porto, quase divino, quase menino, parece-me quase perfeito e quase pouco de questões em questões, nada se sabe sem um tu

É tudo o que consigo ver de mais bonito, um vaso vaza o que parece pouco, outra gaivota pula
e é, eu sou, a solidão estulta, o meu nome que está em aberto, o seu que alguém estuda quase morto de tão perto jardina-se na terra maluca, um devaneio tão certo, mais uma gaivota pula

Um dia sol sem fim até onde isto irá
Para mim, nada há mais de louco
Do que ver os que vão e vêem
O histórico sócio sacana
O pândego religioso na cama
O que não me lembro por azar sacana

Olhos viro terras adentro, lá está escrita a ideia que na pontua dos eixos
Rabisco, Homem que é homem é sacana, Rabisca esta ideia, espeto terra no seu melhor momento
Quando dou por ela, este jardim é um punhado de terra inteira e a quarta gaivota pula

 

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