Vêm aí as eleições II

Faço os possíveis por me inteirar do programa eleitoral de todos os candidatos às próximas eleições autárquicas no nosso Concelho da Figueira da Foz.
Deparei-me há dias com a seguinte pergunta formulada por um eleitor, cujo sentido, mais palavra menos palavra, era o seguinte: O senhor candidato é a favor da continuação dos espectáculos tauromáquicos no nosso concelho?
Antes do mais, vou manifestar a minha opinião sobre a tauromaquia: GOSTO DE TOUROS, ODEIO TOURADAS E ABOMINO TOUREIROS!
Aliás, irei publicar novamente um texto que escrevi e, assim, o intitulei. Na sua resposta, aquele senhor candidato, torceu-se, retorceu-se, contorceu-se e deu umas quantas voltas ao Touril, acabando por estribar-se em estafados e ultrapassados argumentos de natureza, pretensamente histórica e cultural, para dizer que, sim que era a favor da continuidade daquela prática no nosso concelho.
Confesso, que não vislumbrei convicção nem assertividade naquela resposta. É de facto difícil, diria, é impossível, defender o indefensável.
Já a Rainha D. Maria tinha PROIBIDO as touradas por as achar «indignas de um povo civilizado…».
Quanto retrocedemos desde então! Caros leitores, caminhamos para a conclusão da segunda década do século XXI e, ainda existem pessoas que se comprazem e excitam com o sangue e o sofrimento bárbara e cobardemente causado a um inocente e indefeso animal.
Sou, um tanto ou quanto, “naif”, mas, jamais, me demito de defender aquilo que a minha consciência obriga. Sou uma “locomotiva” na defesa dos direitos dos indefesos animais e sou um “aríete” na luta contra a barbárie!
Luto obstinadamente para trazer a “luz” a certas mentes, mostrando-lhes que a morte natural é incontornável e que a morte e a tortura de animais por questões lúdicas é inaceitável, é abominável, é ultrajante!
As touradas trazem à tona aquilo que algumas criaturas ainda conservam de mais primitivo, vil, reprovável, bárbaro e desumano. Se outros, muito antes de mim, se tivessem conformado, a escravatura ainda continuaria a existir, as mulheres ainda não votariam, não disporiam das suas vidas, etecetera, etecetera…, também esta prática bárbara e malévola será, finalmente, por verdadeiras razões históricas e evolutivas, definitivamente, erradicada. É inelutável!!!
É confrangedor, ver alguns “políticos-vagões”, rebocados a meio duma composição qualquer na desenfreada caça ao voto. Uma coisa tenho por certa: a defesa da tauromaquia e a defesa das bárbaras práticas que lhe estão associadas, rendem menos votos do que a sua clara e inequívoca reprovação.
Aplaudiria um candidato ou um programa que defendesse a utilização do Touril para outras artes, outros espectáculos e outros recreios, isentos de sangue e sofrimento!
Não quero morrer sem o ver!
Basta!!!
Humanizemo-nos!!!

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