As obras da discórdia: PSD critica, PS explica

O PSD local, em relação às obras de requalificação na frente marítima de Buarcos, na zona antiga da cidade e no Cabedelo, refere que “por diversas vezes e nos locais próprios se manifestou contra a forma e contra muito do que vai ser feito nestas obras. Pelas declarações públicas dos dois mais altos responsáveis camarários (João Ataíde e Carlos Monteiro), constata-se afinal que nem eles próprios conhecem os projectos que aprovaram, sem ouvir os figueirenses. Por outro lado, ainda não se conhece os pareceres das respectivas juntas de freguesia”.
Em comunicado, lê-se que “como nem a ACIFF foi ouvida nem outras entidades com relevância para este processo, pretendeu o PSD, através dos seus deputados municipais, agendar uma Assembleia Municipal extraordinária com vista a que estas obras e intervenções fossem devidamente apresentadas e discutidas e, eventualmente, poder-se sugerir a introdução de algumas alterações, de forma a que o resultado fosse uma verdadeira mais-valia para o concelho”.
A proposta mereceu a aceitação dos deputados social-democratas, do PCP e do BE. Contudo, para que a proposta vingasse, “seria necessária apenas mais uma assinatura de um deputado socialista, e essa faltou. Faltou uma vez mais ao concelho da Figueira o PS que se arroga ser um Partido democrático que preza a liberdade e que gosta de ouvir o povo. Mas recusou-se a assinar a realização da Assembleia Municipal extraordinária, evidenciando o seu comportamento arrogante e déspota, o qual já vem sendo prática na Câmara Municipal, onde impera o secretismo, com reuniões à porta fechada e a apresentação de documentos pouco antes do início das reuniões”.
“O PSD não é contra as obras, entende é que há obras mais prementes no concelho, mas como o PS assim não o entende, devem estas, que estão a iniciar-se, serem debatidas e corrigidas, sempre com o pensamento no bem-estar dos munícipes e de quem nos visita, e isto não pode ser concretizado numa Assembleia Municipal Ordinária com uma agenda de 14 ou mais pontos e limitação de tempo. Se o problema são os custos da Assembleia Municipal, o PSD prescinde da senha presença”, refere o comunicado da secção social-democrata presidida por Ricardo Silva.

“O PSD CONCORDOU COM AS CANDIDATURAS E COM OS PROJECTOS”

Em resposta e igualmente em comunicado, o Secretariado da Comissão Política Concelhia – PS Figueira da Foz explica que as obras de requalificação urbana ao abrigo do PEDUS, Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano Sustentável, “foram aprovadas, por unanimidade, em reunião de Câmara e, por unanimidade ou por larga maioria, em Assembleia Municipal. Portanto, o PSD concordou com as candidaturas e com os projectos”.
“As candidaturas aos fundos comunitários pressupunham uma série de pré-requisitos que foram compreendidos e respeitados tanto pelos eleitos do PS e do PSD. Os fundos destes projectos advêm, em grande percentagem, de fundos comunitários e não poderiam ser alocados a projectos com objectivos diferentes dos estabelecidos”, explica o PS figueirense.
Explicando o processo, a estrutura socialista afirma que “os projectos de requalificação da frente marítima de Buarcos e de requalificação do Cabedelo foram apresentados publicamente, respectivamente nos Caras Direita (Buarcos) e no Clube Desportivo Marítimo (Gala) e que “constavam do programa eleitoral do PS para as eleições autárquicas de 2017, através da proposta «100 Medidas para o Futuro».
Prosseguindo, salienta o secretariado socialista que “estes projectos, como em todos, são necessários pequenos ajustamentos aquando da sua execução”, pelo que “consideramos que com a execução destes projectos o município da Figueira da Foz, e os seus cidadãos, ficarão fortemente beneficiados”.
No comunicado relembra-se que os projectos “se seguem ao cumprimento do Plano de Saneamento Financeiro e à enorme redução da dívida brutal deixada pelos executivos do PSD; à requalificação de praticamente todo o parque escolar com a construção de novas escolas; à requalificação dos centros de Saúde e de novos centros de Saúde; à construção do novo quartel dos Bombeiros Municipais; à requalificação do Mercado Municipal; à reabilitação de grande parte do património municipal edificado; à reabilitação de quilómetros de vias; à renovação da frota municipal, incluindo viaturas dos Bombeiros Municipais; à requalificação de vários espaços públicos como a Praça do Forte, o Espelho de Água, o areal da praia da Figueira, o Parque de Campismo, os equipamentos desportivos, entre outras” defendendo que “nunca tanto se fez com tão poucos recursos”.
Em síntese, “o Partido Socialista congratula-se com o trabalho já desenvolvido e a desenvolver pelos executivos eleitos nas suas listas no decurso dos três mandatos presididos por João Ataíde”.
Por fim, como nota final “e em nome da transparência”, salienta o PS que “urge clarificar que a Assembleia Municipal da Figueira da Foz é constituída por 41 elementos e que pode reunir extraordinariamente a requerimento de um terço dos seus membros. Assim, o PS não sente qualquer responsabilidade pelo facto de um número mínimo de 14 membros, necessário à convocação de uma reunião extraordinária, não se rever nos fundamentos apresentados pelo PSD para a convocar”.

Foto: DR

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